Michaely Bihina eleita melhor guarda-redes da Taça das Nações Africanas - Foto: JALAL MORCHIDI/LUSA
Michaely Bihina eleita melhor guarda-redes da Taça das Nações Africanas - Foto: JALAL MORCHIDI/LUSA

Muralha do Benfica sagra-se campeã africana e recebe prémio

Michaely Bihina eleita melhor guarda-redes da Taça das Nações Africanas. Camarões conquistaram CAN feminina pela primeira vez com vitória sobre Malawi

Michaely Bihina, guarda-redes do Benfica, sagrou-se, na noite deste domingo, campeã da Taça das Nações Africanas (CAN), competição que se disputou em Marrocos. Titular na final frente ao Malawi, a jogadora das águias voltou a manter a baliza camaronesa a zeros na vitória por 3-0 e foi eleita a Melhor Guarda-Redes do torneio, depois de já ter brilhado em jogos anteriores. Nas meias-finais, a guardiã encarnada defendeu quatro penáltis.

A seleção dos Camarões sagrou-se campeã da Taça das Nações Africanas (CAN) feminina pela primeira vez na sua história. As Leoas Indomáveis alcançaram um título que parecia improvável, especialmente por nem sequer estarem qualificadas para o torneio antes de uma repescagem, resultante da decisão de alargar a competição de 12 para 16 equipas. Apesar disso, a equipa camaronesa era considerada favorita frente ao Malawi, 153.º classificado no ranking da FIFA, que protagonizou a surpresa do torneio ao chegar à final na sua estreia na competição.

Desde cedo, os Camarões impuseram o seu favoritismo, exercendo uma pressão constante sobre Malawi. A estratégia passou por insistir em cruzamentos para a área, método que resultou nos três golos da partida, todos na primeira parte. Ngah Manga bisou de cabeça, aproveitando em ambas as ocasiões erros da guarda-redes adversária. No primeiro golo, aos 20', a guardiã largou a bola num lance aéreo e, no terceiro, aos 45+3', falhou a saída a um cruzamento vindo da esquerda. Pelo meio, aos 29', Naomi Eto aumentou a vantagem com um remate cruzado na sequência de um canto.

Perto do final, Gabrielle Onguéné ainda introduziu a bola na baliza, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Defensivamente, a equipa camaronesa conseguiu anular a dupla de ataque do Malawi, composta pelas irmãs Tabitha e Temwa Chawinga, que tinham marcado 9 dos 12 golos da sua equipa no torneio. Temwa Chawinga sagrou-se a melhor marcadora da competição, com cinco golos.

O percurso dos Camarões até ao título incluiu a eliminação da favorita Nigéria (1-0), seleção que venceu 10 das 13 edições da CAN e que tinha derrotado as camaronesas na final de 2016. Nas meias-finais, as Leoas Indomáveis superaram o anfitrião Marrocos no desempate por grandes penalidades (3-1), após um nulo no tempo regulamentar. A guarda-redes Bihina, eleita a melhor da competição, foi fundamental com vários momentos decisivos.

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