Diogo Jota entra no 'Hall of Fame' do Wolverhampton
Diogo Jota faz parte, desde esta quarta-feira, do Hall of Fame do Wolverhampton, clube inglês que o falecido internacional português representou durante três temporadas e que o quis homenagear com uma decisão «fácil de tomar».
A decisão de imortalizar Diogo Jota foi tomada de forma célere e unânime pelo comité independente que gere o Hall of Fame, do qual faz parte a lenda do clube John Richards, que agiu rapidamente após a trágica morte de Diogo Jota e do irmão André Silva, em julho, para garantir que o português fosse homenageado o mais rápido possível.
As nomeações para a parte mais cobiçada do Museu do Wolverhampton são, normalmente, o resultado de discussões detalhadas que duram semanas ou meses, mas, neste caso, a decisão foi unânime, refletindo a enorme emoção sentida pelos adeptos e pela comunidade do futebol em geral, bem como o legado notável que Diogo Jota deixou com a camisa dos wolves.
«Para nós, foi uma decisão dolorosa, mas fácil de tomar. Após a manifestação de pesar e carinho dos adeptos e do próprio clube depois do acidente em julho do ano passado, agimos rapidamente para o incluir no Hall of Fame», afirmou John Richards.
O antigo avançado acrescentou: «Estamos muito orgulhosos por termos conseguido fazer isto e esperamos que, de alguma forma, dê conforto à família e aos amigos, sabendo que todas as suas conquistas pelo Wolverhampton e a sua memória serão para sempre recordadas aqui no Molineux».
Além do retrato permanente, o museu do Wolverhampton exibe atualmente um memorial dedicado a Diogo Jota. Este espaço inclui camisolas, cachecóis e mensagens deixadas pelos adeptos junto ao estádio após a notícia da sua morte. Os itens foram cuidadosamente recolhidos e preservados para criar um tributo duradouro.
Richards destacou o impacto do jogador, que representou o clube durante três épocas. «É importante homenagear o Diogo pelo impacto que teve no clube. Os adeptos gostaram muito dele. Depois, foi para o Liverpool e mostrou a todos o jogador brilhante que era», recordou.
A homenagem, contudo, vai além do seu talento em campo. «Não foi apenas pelas suas conquistas desportivas. Desde a sua trágica morte, todas as pessoas com quem falei no clube, desde as funcionárias da cafetaria à direção, disseram que o Diogo era um homem encantador. Era muito educado, sempre disposto a ajudar, e essa é a marca de uma verdadeira pessoa», concluiu Richards.
Está previsto um jantar formal do Hall of Fame para o final do ano, que incluirá tributos a Diogo Jota e aos restantes homenageados de 2026, cujos nomes serão anunciados posteriormente.
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