Os leões, tricampeões nacionais, vencem as águias há nove jogos consecutivos (FAP)
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Dérbi no João Rocha: rei leão desconfia de águia renovada

Primeiro grande dérbi lisboeta do campeonato, este sábado (15h99). Lateral Kiko Costa quer Sporting mais equilibrado do que na recente vitória sobre os rival na Supertaça e o treinador Anders Hallberg pretende Benfica forte logo de entrada no jogo

O Pavilhão João Rocha veste-se, este sábado, a rigor para acolher o dérbi entre Sporting e Benfica (15h00), o duelo capital da 4.ª jornada da primeira fase do campeonato nacional. Numa fase ainda precoce da temporada, os dois eternos rivais medem forças com os olhos postos no topo da classificação e os porta-vozes das equipas são unânimes na opinião de que desfecho da partida pode dizer muito sobre as contas do título.

O Sporting, galvanizado pela estabilidade do projeto desportivo, recebe um Benfica em plena fase de reconstrução. Os leões, tricampeões nacionais, vencem as águias há nove jogos consecutivos. A última derrota dos verdes e brancos frente aos encarnados foi a 19 de dezembro de 2024 (38-34 para o campeonato, na Luz), há 1 ano, 8 meses e 30 dias (ou 638 dias) e o mais recente triunfo, na Supertaça, já no arranque da atual temporada (31-24). O novo embate surge envolto em promessas de ajustamentos táticos significativos de parte a parte.

A grande estrela da formação de Alvalade, Francisco Costa, rejeita facilitismo baseado no passado recente e sublinha o peso que este clássico acarreta nas contas finais pelo título. O lateral-direito desvalorizou o deslize precoce dos encarnados, lembrando o ambiente único que rodeia estes confrontos. «Sabemos que é um jogo importante nas contas do título. O Benfica tem uma derrota, mas é um dérbi, um grande jogo que toda a gente quer jogar. Esperamos um Benfica forte, que quer ganhar, já perdeu, por isso vai ser diferente da Supertaça», afirmou o jovem internacional português aos canais de comunicação do clube leonino.

Kiko Costa prognosticou novidades e dificuldades acrescidas para o dérbi, lembrando que a vitória na Supertaça foi construída com base num estudo minucioso que poderá perder validade. «Vamos encontrar as mesmas dificuldades do primeiro jogo. No primeiro jogo entrámos muito bem e não permitimos que o Benfica tivesse o seu melhor desempenho. Sabíamos de algumas coisas que eles iam fazer, porque o treinador era do IFK Kristianstad e sabíamos de algumas jogadas deles, mas esperamos um Benfica diferente, um jogo completamente diferente, uma história diferente», explicou, apelando à consistência absoluta da equipa, que vacilou na ponta final do último duelo. «Entrámos muito bem, ganhámos alguma vantagem - seis golos, creio -, mas sabemos que o jogo são 60 minutos, não são 30, e tivemos a segunda parte pior do que a primeira, e assim o jogo pode virar. Temos de entrar bem, temos de entrar como temos entrado na nossa defesa, a não permitir golos fáceis», vincou.

Hallberg quer Benfica a «impor jogo»

Do lado aposto do campo, o novo timoneiro das águias, Anders Hallberg, identificou com precisão cirúrgica a principal falha cometida no último confronto e estabeleceu como prioridade absoluta uma atitude mais agressiva desde o arranque do jogo. «Tivemos um mau começo na Supertaça e passámos o resto do jogo a correr atrás do resultado contra o Sporting. Essa é uma situação muito difícil diante de uma equipa com aquela qualidade», alertou o treinador.

Para sustentar o aviso aos jogadores, Hallberg traçou um paralelo direto com o percurso internacional recente do adversário. «Vimos um jogo semelhante na Liga dos Campeões entre Sporting e GOG. Se permitirmos que o Sporting assuma o controlo e abra vantagem logo no início, torna-se muito difícil de vencer. Por isso, precisamos de estar prontos desde o primeiro minuto e impor o nosso jogo imediatamente», frisou aos meios do clube da Luz.

A receita encarnada passa, por isso, por replicar e estender no tempo o acerto defensivo que a equipa já tinha mostrado em largos períodos da Supertaça, em que conseguiu limitar o caudal ofensivo do rival a 31 golos - ainda assim mais sete do que pecúlio próprio. «Um dos pontos-chave será começar bem e evitar ceder golos fáceis ao Sporting», apontou o timoneiro sueco, acrescentando que uma «atuação sólida na defesa e por parte dos nossos guarda-redes» será o pilar que permitirá criar «mais oportunidades de transição» e, consequentemente, atingir os tão desejados «golos fáceis» no ataque planeado.

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