Martim Costa marcou seis dos seus sete golos na 1.ª parte. IMAGO - Foto: IMAGO
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Champions: Sporting, velocidade furiosa

Leões assumiram pela primeira vez e definitivamente o comando aos 15m da 1.ª parte (11-12) durante um parcial de 0-4 e, salvo o início do 2.º tempo nunca mais tiraram o pé da pressão e do acelerador chegando a deter a vantagem de 12 golos

Sabem quando, no Campeonato Betclic, o Sporting eleva a pressão defensiva, fecha linhas de passe, aposta na velocidade ofensiva ao nível da Liga dos Campeões e a maior parte dos adversários não consegue acompanhar e são completamente trucidados?

Ora, foi precisamente isso que, esta tarde, aconteceu na Suécia, com os leões a saírem da Kristianstad Arena com uma vitória ante o IFK Kristianstad por 29-37 (16-22 ao intervalo), em partida a contar para a 2.ª ronda do Grupo D da Champions.

Desfecho que mantém o conjunto português como o único invicto da poule, após na ronda inaugural ter levado a melhor face ao GOG (43-33), que nesta jornada superou o Szeged por 36-34 (18-17).

Curiosamente, até foi o Kristianstad — onde atua o ex-leão William Hoghielm (4) — que procurou apanhar o conjunto de Ricardo Costa em contrapé e surgiu mais agressivo na recuperação de bolas, dando poucos espaços e oportunidades de remate fácil aos lisboetas, enquanto Martim Costa (6) ia resolvendo a desvantagem que chegou a ser de 5-2 com três dos primeiros quatro golos dos verdes e brancos.

No entanto, depois do equilíbrio a 6-6 e de os anfitriões até terem chegado a comandar por 11-9, tudo mudou. Ao elevar a pressão defensiva, fechando as linhas de passe, o Sporting provocou o erro e duas interceções ajudaram a criar contra-ataques e a construir um primeiro parcial de 0-4 (11-13), com dois golos de Diogo Branquinho (4), que colocou o conjunto de Alvalade pela primeira vez na frente.

Primeira e definitiva, já que outra sequência, agora de 1-6 em velocidade furiosa de ataque a encerrar a 1.ª parte — Branquinho e Martim a assinaram dois golos cada —, levou as equipas para os balneários com uma diferença de seis (16-22).

Estranhou-se, por isso, que, no regresso para o 2.º tempo, os tricampeões nacionais tenham entrado tão mal, quer a defender quer a atacar. Nem parecia a mesma equipa e isso refletiu-se no marcador após um parcial de 6-3 (22-25). Por alguma razão, dos 17 turnovers cometidos pela formação de Ricardo Costa, 12 aconteceram na 2.ª parte. Já o Kristianstad acabou com 16 (9+7).

Tudo mudou quando os leões voltaram a elevar a qualidade do andebol. Os suecos fizeram subir a defesa para dificultar a troca de bola e tentar recuperá-la, mas a equipa soube jogar para o pivô Victor Romero (4) e Martim, e num ápice o fosso dilatou-se para oito (22-30).

Foi o momento mais demolidor do Sporting. Tendo Mohamed Aly a brilhar na baliza e o resto da equipa a aplicar um rolo compressor que trouxe um parcial de 2-11 (24-36) para fixar a maior diferença em todo o encontro a 5 minutos do fim, frente aos donos da casa completamente desmotivados e impotentes face aos sucessivos contra-ataques sofridos, nos quais Orri Thorkelsson voava para concretizar cinco (apenas um de 7m) dos seus oito golos. O Sporting terminou com incríveis 82% de eficácia de remate (37/45).

E só não foi melhor porque Ricardo Costa quis dar experiência de Champions a alguns e poupar outros, e a máquina oleada que estava em campo ressentiu-se e permitiu que o Kristianstad reduzisse para 28-36. Mas foi tudo.

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