Fernando Torres (IMAGO)

Fernando Torres, antigo avançado e agora líder da equipa B do Atlético Madrid, procura ainda a identidade certa como treinador, tenso sido influenciado por vários ao longo da carreira como avançado.

Na véspera de um Atlético Madrid-Real Madrid, 'El Nino' fala sobre os que mais os marcaram.

«Tive a sorte de ter estado com grandes treinadores, embora, infelizmente, isso tenha acontecido antes de eu querer ser treinador. Se assim não fosse, teria aprendido e anotado imensas coisas. Mas estive com o Luis Aragonés, que me marcou muito; depois, na seleção, com o Vicente del Bosque; todos os treinadores que tive no Atleti... Depois cheguei a Inglaterra e trabalhei com o Rafa Benítez, que é um treinador que me marcou muito, com o Ancelotti, depois com o Mourinho, o Simeone... Tive grandes treinadores, mas, naquela altura, nunca pensei em ser treinador. Acho que retirei um bocadinho de todos, aprendi com todos, mas, a partir do momento em que me foquei em querer ser treinador, aquele que vi e que mais me marcou foi Jurgen Klopp», confessou em entrevista ao jornal Marca.

Torres está a construir a filosofia própria como técnico, falando da importância da comunicação. «Que esteja tudo inventado é certo, mas tudo volta também», afirmou, explicando que a chave é a ligação com os jogadores. «Aviso os meus jogadores que sou muito chato no início, para não os apanhar de surpresa. Mas se tiveres essa ligação, os jogadores seguem-te», acrescentou, recordando a sua experiência como jogador: «Quando consegui conectar-me com a ideia do treinador e a equipa seguiu essas ideias, quase sempre as coisas correram muito bem».

Sobre o futebol que acompanha atualmente, Torres é seletivo. «Vi pouco futebol este ano, mas vi muito o Barça porque é um espetáculo, obviamente todos os jogos do Atleti», revelou. Quanto ao Real Madrid, admite ter visto pouco, mas reconhece a sua capacidade: «Está claro que são grandes jogadores e, quando parece que o jogo está perdido, ganham-no. Como sempre».

O antigo internacional espanhol deixou comentário específico sobre José Mourinho, que o treinou no Chelsea, a quem elogia a capacidade de liderança. «Conheci um Mourinho que era um líder tremendo no balneário. Essa capacidade de liderança é o que mais posso destacar nele», disse, acrescentando que hoje vê «um treinador mais maduro, que certamente sabe gerir grupos».

Torres foi convidado a definir dez treinadores numa palavra e, para Mourinho, escolheu líder. Eis os outros: Luis Aragonés: Um pai. Del Bosque: Gestão. Ancelotti: Inteligência. Benítez: Meticuloso. Simeone: Paixão. Guardiola: Génio. Luis Enrique: Outro génio. Inspirador. Flick: Magnífico. De la Fuente: Um exemplo.

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