De campeões à luta para não descer: as quedas de Copenhaga e FCSB
Após jogar UEFA Champions League esta época, passando por três eliminatórias, o Copenhaga, atual campeão dinamarquês, já não tem hipóteses de revalidar o título.
O ex-clube de Froholdt perdeu no domingo com o Randers, por 1-2, e ficou fora do play-off de apuramento de campeão. Em contra-partida, o Copenhaga, que conta com Aurélio Buta, vai ter de lutar para não descer com Odense, Randers, Fredericia, Silkeborg e Velje.
Após 22 jornadas na primeira fase, as 12 equipas são divididas em dois grupos de seis. Os primeiros seis seguem para a fase de apuramento de campeão e as restantes lutam pela permanência. Desde a introdução deste novo modelo, em 2016/2017, é a primeira vez que o Copenhaga falha o top-6.
Com fundação em 1992, o Copenhaga é o emblema com mais títulos no futebol dinamarquês, com 16 campeonatos conquistados. Nos últimos quatro anos, venceu três edições - Midtjylland intrometeu-se na luta em 2023/2024.
O que esteve na origem da queda do Copenhaga?
Mas, afinal de contas, o que esteve na origem da queda do Copenhaga, que terminou a fase regular do campeonato com 29 pontos, menos 12 que na época transata?
Além de ter perdido Froholdt no verão para o FC Porto, o Copenhaga viu também sair Lukas Lerager, após não conseguir chegar a acordo para a renovação de contrato. O médio destacava-se pela presença física e capacidade para contribuir no último terço do campo. Andreas Cornelius, experiente avançado, foi fundamental na equipa nos últimos anos, mas tem sofrido lesões. É precisamente devido a um problema físico que tem estado afastado dos relvados.
Críticas à liderança e gestão
Muitas das críticas recaíram sobre o diretor desportivo Sune Smith-Nielsen - já deixou entretanto o clube -, por não ter contratado reforços adequados. Nas redes sociais, Flemming Ostergaard, ex-presidente do Copenhaga, acusou a atual direção de má gestão.
«Temos um acionista maioritário [Erik Skjaerbaek] que declarou publicamente que o futebol não lhe interessa. Temos outro acionista [Lars Seier Christensen] que não faz parte da direção, mas que, mesmo assim, interfere e pronuncia-se quando lhe convém», defendeu.
Outro fator para a queda do Copenhaga é o facto de ter ficado parado no tempo, enquanto os outros clubes fazem avanços significativos nas condições de trabalho para os seus treinadores e jogadores.
Em janeiro, o Copenhaga recebeu um aviso para melhor as condições do centro de treinos. Também o Estádio Parken dá sinais de precisar de uma remodelação. Esta época, o Copenhaga foi ultrapassado pelos adversários diretos e a ausência de jogos grandes na segunda metade da época - fase de manutenção -, pode ter custos também ao nível das receitas, uma vez que é expectável que os adeptos não se sintam tão atraídos para os encontros do seu clube.
Copenhaga não é caso único: o (outro) exemplo do FCSB
O Copenhaga não é caso único na Europa. Também o FCSB (antigo histórico Steaua Bucareste que mudou de nome na sequência de uma disputa entre o ministério da Defesa, seu fundador, e Gigi Becali, atual dono) falhou o play-off de apuramento de campeão.
O emblema romeno, bicampeão em título, disputou a fase de liga da UEFA Europa League, mas, a nível interno, não foi além do sétimo posto, a três pontos do Arges. A uma jornada do fim da fase regular, o FCSB já sabe que não marcará presença no apuramento de campeão. O líder é o Universitatea Craiova, do português Filipe Coelho.
O FCSB ainda venceu os últimos dois encontros, com Arad e Metaloglobus Bucareste, mas não chegou para acabar no top-6. Nas primeiras 10 jornadas da fase regular, enquanto disputava a qualificação para as competições europeias, o FCSB venceu apenas uma partida.
Gigi Becali, polémico dono do FCSB, já anunciou mudanças na equipa para a segunda metade da temporada. O objetivo passa por vencer o play-off e garantir a fase de qualificação para a Conference League da próxima época.
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