Rui Borges tem o total apoio de Frederico Varandas — Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges tem o total apoio de Frederico Varandas — Foto: MIGUEL NUNES

Rui Borges em avaliação

A época 2026/2027 vai ser crucial para o Sporting. Depois de um ano sem títulos, há que ganhar. Caso contrário tudo e todos serão colocados em causa... Este é o 'Livre sem barreira', espaço de opinião de Hugo do Carmo

O Sporting terminou a época de forma dececionante, diria mesmo humilhante, face à derrota na final da Taça de Portugal com o Torreense, uma equipa da Liga 2, que acabou por fazer história ao tornar-se a primeira de um escalão secundário a conquistar o troféu.

Os leões terminaram 2025/2026 sem qualquer título, o que muito os penaliza, fundamentalmente pelo estatuto que ostentavam de bicampeões nacionais e de detentores da prova rainha.

Pelo meio realizaram uma campanha a todos os títulos notável na UEFA Champions League, fruto do brilhante sétimo lugar na fase de liga, com a eliminação a surgir apenas nos quartos de final, perante o vice-campeão europeu Arsenal, somando-se ainda a histórica reviravolta diante do Bodo/Glimt.

Resultados que não salvam a época, mas que têm de ser adicionados à equação. Rui Borges, contudo, ficou fragilizado. Neste espaço, há cerca de um ano, defendi que o treinador dos leões deveria esquecer a herança de Ruben Amorim e assentar a estrutura da equipa nas próprias ideias. Fê-lo, contra a opinião da maioria, e… perdeu.

O Mundial 2026 está já aí à porta, mas a nova temporada… também. Rui Borges reuniu créditos e tem o total apoio do presidente Frederico Varandas, que, em nome do projeto que lidera, lhe renovou o contrato. Feliz do treinador que está respaldado nas convicções do líder. Isto não significa que o cenário não se altere num futuro próximo. Considero mesmo que Rui Borges enfrenta um teste de fogo.

A época 2026/2027 vai ser crucial para todos em Alvalade. Frederico Varandas operou uma notável transfiguração no clube, transformando-o, em meia dúzia de anos, de perdedor em ganhador, mas no futebol tudo é efémero e o que tem mais peso é mesmo o último… resultado. Pode considerar-se que é injusto, mas a realidade é indesmentível.

Para uma larga maioria, muito do sucesso deve-se à dupla Ruben Amorim/Hugo Viana, pelo que considero que agora há que provar que a estrutura se sobrepõe a ela. Têm a palavra, fundamentalmente, Rui Borges e o diretor-geral do futebol, Bernardo Palmeiro. O Sporting, para já, está a trabalhar bem, assumindo os erros cometidos na época transata e preparando, atempadamente, um plantel rejuvenescido, com maior profundidade e apostando no mercado interno — Zalazar e Pedro Lima são dois dos reforços.

A aposta, convicta, no regresso de João Palhinha considero-a igualmente acertada e caso a concretize o Sporting não garante apenas um excelente substituto de Hjulmand — já se percebeu que será transferido —, como também um líder — leia-se capitão.

Depois, claro, há que ganhar. Caso contrário, não duvido, tudo e todos serão colocados em causa...

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