Faz hoje em 11 anos! Sporting despediu Marco Silva por «justa causa» e foi 'roubar' Jesus ao Benfica
Marco Silva, o sucessor de José Mourinho no comando técnico do Benfica, foi despedido pelo Sporting há exatamente 11 anos, igualmente uma quinta-feira.
«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD, vem comunicar que, não tendo sido possível chegar a acordo, o treinador Marco Silva foi hoje informado do seu processo de despedimento por justa causa», informava então o Sporting, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
«Nesse sentido, foram dadas indicações expressas para de imediato serem levados a cabo os necessários procedimentos», acrescentava o Sporting, que colocava termo ao contrato com Marco Silva, depois de os leões terem ficado em terceiro na Liga, atrás do FC Porto e do Benfica, que foi campeão com Jorge Jesus.
Jorge Jesus seria, aliás, a grande estrela do verão, com Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, a roubar o treinador ao grande rival. Numa primeira fase, o Benfica parecia disposto a deixar sair Jorge Jesus, mas o presidente de então, Luís Filipe Vieira, mudaria de opinião e tentou no último momento recuperar o técnico, sem sucesso.
A 4 de junho de 2015, o Sporting já tinha acordo com Jesus, motivo pelo qual, depois de não chegar a acordo para a rescisão, decidiu avançar para o despedimento de Marco Silva. Entre as alegações — a fundamental era «quebra de lealdade» — estava o facto de não ter usado o fato oficial do clube, antes um fato de treino, na final da Taça de Portugal.
O pedido de justa causa não colou, claro, e um mês depois o Sporting acabaria por chegar a acordo com o treinador para a rescisão, a troco de 350 mil euros, equivalente, na altura, ao ano seguinte de contrato de Marco Silva.
O treinador seguiria para o Olympiakos, da Grécia, depois para Hull City, Watford, Everton e Fulham, todos de Inglaterra, nunca mais regressando a Portugal para treinar. Até agora.