Coutinho justifica saída do Vasco da Gama: «Priorizar a saúde mental»
Philippe Coutinho anunciou o seu desejo de deixar o Vasco da Gama, alegando cansaço mental. A decisão foi comunicada à direção do clube, que foi apanhada de surpresa, e formalizada pelo jogador numa nota publicada nas redes sociais, onde explicou que o seu ciclo no clube chegou ao fim.
O momento decisivo, segundo o médio de 33 anos, ocorreu ao intervalo do jogo contra o Volta Redonda, no passado sábado. Foi nesse instante que Coutinho percebeu que a sua passagem pelo clube tinha terminado, optando por não regressar para a segunda parte para «priorizar a saúde mental».
A decisão de rescindir o contrato surpreendeu a direção do Vasco, que já se encontrava em negociações para renovar o vínculo do camisola 10, que terminava em junho deste ano. O objetivo era estender o contrato, pelo menos, até ao final do ano. O anúncio foi feito pelos representantes do jogador diretamente ao Presidente Pedrinho. O treinador, Fernando Diniz, também foi informado por Coutinho e, apesar de ter tentado demovê-lo, não teve sucesso.
Numa publicação emotiva, o jogador abriu o coração aos adeptos. «Pensei muito antes de escrever aqui. Mas, pelo respeito, pelo carinho e pelo amor que eu tenho por vocês e por este clube, senti que precisava de vir aqui e falar de coração aberto», começou por dizer. «Naquele momento, na ida para o balneário, eu senti e percebi que o meu ciclo no clube tinha acabado, e eu não voltei para priorizar a minha saúde mental. Isso dói muito. A verdade é que estou muito cansado mentalmente. Sempre fui muito reservado, então falar isto aqui não é fácil, mas eu preciso de ser honesto», confessou Coutinho.
O médio reforçou o seu amor pelo clube, afirmando que a sua relação com o Vasco «vai continuar a ser para sempre». No entanto, concluiu: «Com o coração apertado, eu entendo que agora seja o momento de dar um passo atrás e encerrar este ciclo no Vasco. Sou grato por tudo o que vivi aqui». Coutinho também abordou as críticas que tem recebido, considerando «difícil demais» ser julgado por algo que não corresponde ao seu caráter. «Nunca faltei com entrega, vontade e comprometimento. Jamais desrespeitaria os adeptos, os meus colegas e o Vasco», garantiu.
Internamente, a perceção é que a decisão do jogador não está relacionada com o ambiente de trabalho, mas sim com o peso das críticas acumuladas. Recorde-se que, no jogo contra o Volta Redonda, Coutinho foi assobiado pela primeira vez em São Januário, tendo recebido na altura o apoio público do treinador Fernando Diniz.