Lei Prestianni foi aplicada no Mundial 2026 — Foto: Miguel Nunes
Lei Prestianni foi aplicada no Mundial 2026 — Foto: Miguel Nunes

Confirmado: 'lei Prestianni' não será implementada em Portugal

Diretrizes para a nova temporada apresentadas na 1.ª Ação de Reciclagem e Avaliação, que decorreu em Tomar

A chamada Lei Prestianni, que prevê cartão vermelho para jogadores que cubram a boca ou abandonem o relvado e que foi aplicada no Mundial 2026, não será implementada em Portugal na época 2026/27. A decisão, tomada por «esclarecimento da UEFA», foi uma das principais orientações divulgadas na 1.ª Ação de Reciclagem e Avaliação, que decorreu em Tomar.

O evento, que terminou este domingo, reuniu durante três dias os árbitros e árbitros assistentes das duas principais categorias nacionais, bem como árbitros VAR, observadores e assessores. No encerramento, Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, apelou à união e expressou confiança para a nova temporada.

Entre as novidades, o dirigente anunciou a criação de um projeto piloto que envolverá a colaboração de treinadores e jogadores na preparação dos jogos, uma prática já adotada na Liga dos Campeões e no Mundial 2026. Luciano Gonçalves abordou ainda a importância do profissionalismo, tanto no treino como no desenvolvimento geral do projeto de arbitragem.

Antes do discurso do presidente, o Diretor Técnico Nacional, João Ferreira, apresentou as diretrizes para a nova época. Além da não aplicação da Lei Prestianni, foi definido que as pausas para hidratação serão reduzidas para um minuto, ao contrário dos três minutos do Campeonato do Mundo, e só acontecerão quando estritamente necessário.

Outra medida importante é o fim das pausas técnicas durante a assistência médica a um jogador. Os árbitros foram instruídos a impedir estas interrupções, podendo admoestar com cartão amarelo os treinadores que não cumpram a indicação.

As orientações reforçam também a necessidade de aumentar o tempo útil de jogo, combater o jogo violento e tomar decisões mais rápidas e corretas no VAR. Foi ainda salientada a importância de fazer cumprir a regra do capitão e de garantir o bom comportamento nos bancos de suplentes.

Segundo a nota oficial da FPF, a sessão terminou num «ambiente de união» entre os árbitros e o Conselho de Arbitragem, transmitindo um «sinal claro de confiança» para os desafios da nova temporada.

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