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Como tem jogado Portugal: o que dizem os números
Finda a fase de grupos do Mundial 2026, as exibições de Portugal têm sido marcadas por altos e baixos, mas após três jogos realizados, como se compara a equipa de Roberto Martínez com as outras 48? Seguindo os dados oficiais da FIFA, chega-se a diferentes conclusões em relação às partidas que Portugal realizou até agora.
Com seis golos marcados (cinco ao Uzbequistão), há 12 equipas que marcaram mais do que Portugal (Alemanha, França e Países Baixos lideram com 10). O número de golos não impressiona até porque a equipa das quinas não tem rematado muito.
Foram 37 remates realizados até ao momento, sendo que apenas 12 tomaram a direção da baliza adversária. Cristiano Ronaldo é, de longe, o mais rematador da Seleção com 13 remates a seu nome – ninguém tem mais do que os 16 de Kylian Mbappé e de Kevin De Bruyne. Quiçá, a taxa de conversão da Seleção poderia ser maior, até porque 22 dos remates foram feitos dentro da grande área adversária.
O único golo de Portugal com um remate de fora da área foi o livre direto de Nuno Mendes frente ao Uzbequistão.
Além de Portugal estar afastado das seleções que mais rematam (a Bélgica fê-lo por 73 vezes), quando o faz, há uma probabilidade reduzida de a bola entrar na baliza. É isso que dizem os expected goals, ou golos esperados – estatística que determina a probabilidade de cada remate resultar num golo, com base no local do remate, o tipo de pontapé, o tipo de passe recebido pelo rematador e a pressão da defesa adversária.
Nesta métrica, Portugal tem apenas 3,57 expected goals -ou seja, tendo em conta as oportunidades que teve até agora, era esperado que tivesse marcado entre três e quatro golos. Por outro lado, como marcou seis, isto quer dizer que os jogadores têm aproveitado bem as chances de que dispõem.
Das equipas que mais passa
A principal estatística, segundo a FIFA, que Portugal lidera no Mundial 2026 é a taxa de passes acertados: 92%, a par com a Espanha. A equipa é também a quarta que tentou realizar mais passes (1899) no Mundial, atrás de Espanha (2191), Argélia (2070) e Argentina (1966).
A grande maioria destes passes também é rasteiro, porque Portugal não é das equipas que faz mais cruzamentos. Tem 61 até agora, com 10 outras seleções à sua frente. Infelizmente para a turma das quinas, apenas 25% desses cruzamentos chegaram a um jogador português.
Defesa liderada por Diogo Costa
Do outro lado do campo, Portugal tem sido das melhores equipas a fazer o que mais importa: não sofrer golos. Apenas Yoane Wissa bateu Diogo Costa, que fez nove defesas na fase de grupos. Espanha e México são as únicas equipas sem golos sofridos até ao momento.
A equipa também é das que forçou menos erros aos adversários – 103, só Noruega e Qatar forçaram menos turnovers – mas tal também é explicado pelo facto de, contra RD Congo e Uzbequistão, Portugal tivesse dominado a posse de bola.
Terminando com a disciplina, os jogos de Portugal não têm sido marcados pelas faltas (34 a favor e 29 assinaladas contra a equipa), sendo que quatro jogadores já viram o cartão amarelo – Bernardo Silva, Nélson Semedo, Tomás Araújo e Renato Veiga.
E, assim, é com estes números que Portugal vai enfrentar a Croácia nos 16 avos de final do Campeonato do Mundo, num jogo marcado para a meia-noite de 3 de julho.