Wissa, congolês que marcou a Portugal, quase ficou cego após ataque com ácido
Yoane Wissa, avançado do Newcastle que foi protagonista no empate (1-1) entre a RD Congo e Portugal, na jornada inaugural da fase de grupos do Mundial, ao marcar o golo que permitiu aos leopardos igualar a partida no NRG Stadium, em Houston, guarda um episódio dramático vivido fora das quatro linhas, em 2021.
Foi a 2 de julho desse ano, quando ainda representava o Lorient, que o jogador foi vítima de um ataque com ácido, por parte de uma mulher, identificada como Laetitia P., numa tentativa de raptar a sua filha, à porta de casa. A pronta atuação evitou o sequestro, mas quase ficou cego na sequência do ataque.
O atacante teve de ser submetido a intervenções cirúrgicas após ter sofrido graves queimaduras nos olhos.
«Felizmente, Yoane Wissa não perdeu a visão e foi apenas graças à sua reação que não levaram a sua filha. Wissa ainda sofre as sequelas desta tentativa de rapto e ataque. Ele tem feito todos os possíveis desde então para demonstrar que está bem. Também está a tentar render o melhor que pode no seu trabalho diário. E hoje em dia, ele e a sua esposa sentem-se seguros em Inglaterra. Sentem-se a salvo do perigo», explicou na altura o advogado do jogador em tribunal.
Já a agressora foi detida e condenada a 18 anos de prisão por tentativa de homicídio e rapto de menores.