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«Cristiano Ronaldo? É a vida: envelheces e ficas mais experiente»
Romário, lenda do futebol brasileiro e campeão do mundo em 1994, concedeu uma entrevista à RMC Sport, na qual defendeu a continuidade de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional, fazendo um balanço da prestação de CR7 no Mundial 2026.
Questionado sobre as críticas dirigidas a Cristiano Ronaldo, Romário foi perentório ao afirmar que ainda não é o momento para o capitão de Portugal se retirar. «Acredito que é o selecionador de Portugal quem decide se Cristiano Ronaldo joga ou não. No primeiro jogo, houve um empate contra a RD Congo, e Cristiano Ronaldo não teve uma boa exibição. Como é um dos maiores nomes do futebol mundial na atualidade, as expectativas são, naturalmente, muito altas. No segundo jogo, Cristiano mostrou quem é. Por isso, agora as pessoas já têm uma opinião diferente sobre ele», afirmou, acrescentando que o avançado português deve perseguir o objetivo dos mil golos.
«Ronaldo mostrou na partida contra o Uzbequistão que não é hora de parar. Acredito que Cristiano Ronaldo deve continuar a perseguir o objetivo dos mil golos. As pessoas devem respeitar o Cristiano, mas também têm de entender que não se pode comparar o Cristiano de hoje com o Cristiano de 30 ou 28 anos. É a vida: envelheces e ficas mais experiente. E quanto ao Cristiano, acredito que ele, melhor do que qualquer um de nós, saberá exatamente quando deve parar», comentou, rematando: «Saber quando parar não é fácil. Mas, no caso dele, eu também não pararia. Continuaria até alcançar os mil golos.»
Também sobre o Mundial 2026, Romário não teve dúvidas em apontar França como a principal potência do futebol mundial. «Estou impressionado com a equipa de França, que, para mim, é hoje a melhor seleção do mundo», afirmou, comentando a atualidade da seleção brasileira e o regresso de Neymar.
«Mesmo que não esteja ainda a 100% fisicamente, Neymar pode ser um jogador capaz de ajudar a seleção brasileira a ser campeã», considerou, abordando o trabalho de Ancelotti na canarinha: «Pessoalmente, eu teria preferido um brasileiro, mas ele tem a equipa sob controlo e fez algumas escolhas muito interessantes. Uma das coisas que me impressionou nele foi que, desde o momento em que chegou, mostrou-se determinado a aprender o idioma. Isso demonstra que é realmente movido pela ideia de que veio para ganhar o Campeonato do Mundo.»