Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal - Foto: Liga Portugal
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal - Foto: Liga Portugal

Centralização dos direitos audiovisuais recebe luz verde

Liga Portugal saúda passo fundamental da Autoridade da Concorrência e Reinaldo Teixeira garantiu que esta decisão «será benéfica para o futebol no seu todo»

A Autoridade da Concorrência (AdC) emitiu esta sexta-feira um parecer positivo ao modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais da I e II Liga a partir de 2028/29, proposto pela Liga Portugal. A proposta, que havia sido submetida em abril após aprovação em Assembleia Geral, foi considerada «globalmente alinhada com os princípios de promoção de concorrência».

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, considerou a decisão um marco fundamental que «comprova a maturidade das Sociedades Desportivas da Liga Portugal e a sua capacidade de se entenderem sobre matérias estruturantes para a indústria». O dirigente destacou ainda o que considera ser «a prova inequívoca do poder de autorregulação do Futebol Profissional», referindo-se à recente aprovação da chave de repartição das verbas geradas.

No seu parecer, a AdC sublinhou que não se opõe à proposta apresentada, por entender que esta «contribui de forma adequada para a promoção e salvaguarda da concorrência ao longo da cadeia de valor». O modelo foi desenvolvido em concordância com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Reinaldo Teixeira aproveitou para elogiar a colaboração com a entidade reguladora. «A Liga Portugal agradece em nome do todo o futebol, reconhecendo o seu profissionalismo, eficiência e transparência», afirmou, valorizando o «trabalho conjunto, criterioso e transparente».

Com esta aprovação, o presidente da Liga acredita que o processo pode avançar com bases sólidas. «Podemos agora ir para o mercado munidos de regras claras e eficazes, que permitirão aos interessados em adquirir os direitos competirem em condições de mercado justas e que protejam os interesses dos adeptos e das próprias Sociedades Desportivas», concluiu, reforçando que «a centralização será benéfica para o futebol no seu todo», incluindo associações de classe, distritais, regionais e todo o universo da FPF.

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