Voluntários ajudam na remoção de detritos provocados pela depressão Kristin, no centro de Leiria. Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de 1 de fevereiro - Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Voluntários ajudam na remoção de detritos provocados pela depressão Kristin, no centro de Leiria. Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de 1 de fevereiro - Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Centenas de voluntários mobilizam-se para limpar Leiria após passagem da depressão Kristin (fotos)

Voluntários distribuíram-se em grupos para limpar o concelho de Leiria, com 20 freguesias, onde vivem mais de 130 mil pessoas

Carregados de pás, vassouras e sacos do lixo, centenas de voluntários juntaram-se, este sábado, em Leiria, junto ao Estádio Dr. Magalhães Pessoa, para limpar e reerguer este concelho da região Centro, bastante afetado pela depressão Kristin, contando com pessoas de todo o país. Os voluntários distribuíram-se em grupos para limpar o concelho de Leiria, com 20 freguesias, onde vivem mais de 130 mil pessoas.

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A coordenar a ação de voluntariado, o vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria, Luís Lopes, destacou a participação de «à volta de 600 pessoas», vindas de todo o país, respondendo ao apelo que foi feito na sexta-feira pelo município para ajudarem a limpar o concelho, em particular o percurso Polis junto ao rio Lis. O autarca Luís Lopes realçou que os voluntários não vão limpar o estádio municipal, até porque o espaço «não é seguro para que as pessoas permaneçam sem proteção». A ação incide na recolha de resíduos espalhados pelo concelho, desde entulho de infraestruturas danificadas a resíduos verdes de árvores derrubadas, que têm sido depositados no parque de estacionamento junto ao estádio.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios.