CAN 2025: Marrocos sagra-se campeão e sanções para Saibari e apanha-bolas são reduzidas
Numa reviravolta surpreendente, o júri de recurso da Taça das Nações Africanas (CAN) atribuiu o título de campeão a Marrocos na secretaria, retirando-o ao Senegal, dois meses após uma final caótica. Além desta decisão histórica, o organismo reviu e reduziu várias das sanções que tinham sido inicialmente impostas à Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF).
A decisão, anunciada esta terça-feira, representa um verdadeiro sismo no futebol africano. Para além da perda do título, o Senegal viu o seu rival e país anfitrião da competição beneficiar de uma atenuação geral das penalizações decorrentes dos incidentes na final.
Uma das sanções revistas diz respeito a Ismael Saibari. O médio marroquino, que tinha sido inicialmente suspenso por três jogos oficiais da CAF, por comportamento antidesportivo e multado em 83.000 eurosm por intimidar Yehvann Diouf, viu a pena ser alterada. O júri de recurso, embora confirmando que o jogador «é culpado de um comportamento faltoso», reduziu a suspensão para dois jogos oficiais, um dos quais com pena suspensa, e anulou a multa monetária.
This is pure MADNESS, An unbelievable scene as the Moroccan player Ismael Saibari tries to steal the Senegalese goalkeeper Mendy's towel, fortunately, there was a Senegalese player there to keep hold of it!
— SportsDokitor (Odogwu👆) (@sportsdokitor) January 19, 2026
They tried everything and they failed but Senegal came prepared!!! pic.twitter.com/hpRjGMYR1i
A FRMF também viu algumas das suas multas serem reduzidas. A sanção relativa ao comportamento dos apanha-bolas, que chegaram a derrubar Diouf, foi diminuída para 43.315 euros, apesar de o júri ter confirmado a responsabilidade da federação marroquina no incidente.
No entanto, nem todos os apelos foram bem-sucedidos. O recurso relativo às «interferências em torno da zona de revisão OFR/VAR» foi rejeitado, mantendo-se a multa de 100.000 dólares (83.000 euros). Todos os outros pedidos foram igualmente indeferidos.
Em reação à perda do título na secretaria, a federação senegalesa classificou a situação como «uma decisão iníqua, sem precedentes e inaceitável que lança o descrédito sobre o futebol africano». A entidade anunciou ainda que irá recorrer «o mais rapidamente possível» para o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça.