Alexandre Santana Foto: D.R.
Alexandre Santana Foto: D.R.

Casa Pia: visita ao Rio Ave com equipa mais combativa e «com mais confiança»

Treinador-adjunto Alexandre Santana fez antevisão e visita a Vila do Conde para encerrar primeira volta e disse que a equipa está num bom momento e tem de capitalizar

Depois de acumular cinco pontos em três jogos, o Casa Pia encara a viagem a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, em jogo da 17.ª jornada, também com a confiança renovada, apesar do registo negativo dos lisboetas na casa do adversário.

Atenção a André e Clayton

«Por questões históricas, não é fácil jogar no campo do Rio Ave. Nós ainda não conseguimos vencer lá. E eles, tal como nós, procuram pontos. São jogadores muito fortes nas divididas, nos duelos defensivos, e têm uma frente de ataque que tem muito valor. Basta ver a quantidade de golos que o André e o Clayton têm — de 19 golos que o Rio Ave tem, 15 são deles os dois. Portanto, é uma frente de ataque com muita precisão, com muito olho na baliza e com uma verticalidade muito grande. Nós estamos atentos para nos protegermos disso e não abandonar o que temos vindo a conquistar nos nossos jogadores e na nossa equipa, que tem a ver com a mentalidade e que a vitória nunca esteja longe dos nossos horizontes», apontou o treinador-adjunto Alexandre Santana, concedendo que o grupo se sente mais realizado nesta fase:

«Diria que a sequência de pontos que tivemos faz com que nos sintamos mais realizados, ou pelo menos que tenhamos a capacidade de ver retribuído o trabalho que tínhamos vindo a desenvolver desde que começámos a época. É um momento bom, fizemos cinco pontos em três jogos. E nestes três jogos temos de olhar para a classificação e ver um Gil Vicente com a época que está a fazer, e um Vitória também com a qualidade que tem... conseguirmos trazer pontos desses jogos e sentirmos em ambos os jogos dá-nos alento, um caminho com confiança. Quer para nós, quer para os jogadores, quer para a estrutura. Ou seja, é um bocadinho a consequência do trabalho que fazemos, mas traduzido em pontos, o que nos dá um olhar para a frente de uma forma mais convincente.»

«A receita, como ponto de partida, é não abandonarmos a atitude que tivemos desde o Tondela para cá. Tem a ver com uma maneira de olhar para o jogo mais viril, ganhar os duelos, sermos aguerridos, uma ideia de vitória sempre presente... ou seja, sermos combativos. É um ADN que não queremos perder nem fora, nem em casa; é algo que temos de manter. Se tivermos isso, estaremos mais perto da vitória. Sabemos que o Rio Ave atravessa igualmente um momento em que precisa de pontos [acumula duas derrotas e um empate], precisa de ganhar em casa também. Vai ser um jogo muito dividido, onde vai ganhar a equipa que tiver um equilíbrio emocional mais presente e um espírito combativo muito grande», acrescentou, apresentando um pequeno balanço até agora, sendo esta a última jornada da primeira volta.

«Época e manutenção tranquilas»

«Os objetivos são claros, é fazer uma época e manutenção tranquilas», sublinhou, «é certo que não estamos onde pensaríamos depois de ver o trabalho que temos vindo a realizar desde o início da época. Mas as estruturas pagam aos treinadores para treinar, para evoluirmos, para batalharmos. Penso que olhar para a equipa desde o primeiro dia para agora, vê-se uma evolução bastante elucidativa. Ficamos contentes com isso, por ver que os jogadores acreditam, por ver traduzido em pontos o que temos vindo a trabalhar e a implementar. Dá-nos confiança para o futuro, sem grandes sobressaltos», fechou.

Quanto à equipa, apenas o defesa Kaique Rocha está indisponível por lesão.