Didier Deschamps, e o seu adjunto, Guy Stéphan
Didier Deschamps, e o seu adjunto, Guy Stéphan

Carta emotiva de Deschamps leva adjunto às lágrimas: «Esta aventura não acabou»

Guy Stéphan rendeu Deschamps, que regressou a França para ir ao funeral da mãe, no banco diante da Noruega

Didier Deschamps regressou aos Estados Unidos após o funeral da mãe e viu ser revelada uma carta emotiva que escreveu ao seu adjunto, Guy Stéphan, que entretanto guiou a França a uma goleada por 4-1 sobre a Noruega.

A forte ligação entre o selecionador francês, Didier Deschamps, e o seu adjunto, Guy Stéphan, ficou em evidência após o técnico principal ter sido forçado a ausentar-se da concentração nos Estados Unidos, na semana passada, devido ao falecimento da sua mãe. Deschamps já regressou a Boston, onde a equipa está concentrada durante o Mundial, já depois de garantida a qualificação para a fase seguinte.

Coincidindo com o seu regresso, uma carta escrita por Deschamps ao seu braço-direito foi divulgada num documentário da beIN Sports. O texto, redigido antes do Mundial, aborda a longa parceria entre ambos, que começou em 2009, em Marselha, e que se estende à seleção desde 2012, culminando com o título mundial na Rússia, em 2018. Na carta, Deschamps elogia a relação profissional e pessoal com Stéphan, que se emocionou ao ler as palavras do amigo.

«A nossa ligação atingiu um nível tal que já não precisamos de falar há muito tempo: muitas vezes, basta um olhar para nos entendermos. Também passamos por momentos difíceis. A cada adversidade, as suas convicções e valores jamais vacilaram. Oferecer-lhe este cargo [de treinador adjunto] foi, sem dúvida, uma das melhores decisões que tomei na minha carreira», escreveu o selecionador.

Visivelmente comovido, Guy Stéphan confessou: «É raro eu demonstrar os meus sentimentos, mas preciso de enxugar as lágrimas agora.»

Deschamps concluiu a carta com uma nota de otimismo e reconhecimento, sublinhando que o trabalho de ambos ainda não terminou.

«Foi um verdadeiro privilégio, uma honra partilhar estes momentos contigo. Mas esta aventura não acabou: nos Estados Unidos, farás tudo o que puderes para alcançarmos o objetivo que almejamos. Acredito sinceramente que estávamos destinados a dar-nos bem», finalizou.

Na ausência de Deschamps, foi Guy Stéphan quem liderou a equipa na vitória por 4-1 sobre a Noruega. O adjunto comentou o regresso do selecionador e o estado de espírito do grupo. «Estamos muito felizes por ele estar de volta tão cedo. Os jogadores fizeram o que era necessário. Eles ficaram muito abalados. O Didier conversou com eles, explicou que estava de luto e que precisava de partir. Naturalmente, dada a forte ligação entre eles, os jogadores quiseram fazer algo de bom», afirmou.

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