Noite de sonho para Ousmane Dembélé, autor de três golos - Foto: Imago
Noite de sonho para Ousmane Dembélé, autor de três golos - Foto: Imago

Dembélé justifica estatuto de Bola de Ouro (crónica)

França vence Noruega, por 4-1; três golos do extremo francês, todos na primeira parte, destroçaram os noruegueses, que deixaram Haaland no banco; Aursnes, a lateral-direito, e Schjelderup, que fez assistência, titulares

De cortar a respiração ou não fosse o Noruega-França disputado no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos. A fechar as contas do Grupo I, já com ambas as seleções apuradas para os 16 avos de final fruto de pleno de vitórias nas duas rondas iniciais, Ousmane Dembélé assinou exibição memorável decisiva no triunfo gaulês, por 4-1.

O extremo, de 29 anos, atual Bola de Ouro, justificou o estatuto de melhor do Mundo em 2025 com três golos fantásticos todos festejados na primeira parte.

O recital do craque do PSG começou cedo, aos sete minutos, remate de pé direito na área, sobre a direita, depois de trocar as voltas a Bjorkan, lance iniciado num belo passe a rasgar de Mbappé (acertara na trave aos 23 segundos) Aos 20’, novamente com assistência do astro do Real Madrid, Dembélé encarou o mesmo adversário, serpenteou e optou por disparar com o esquerdo ali junto à meia lua. O hat trick completou-se aos 32’, momento de inspiração tirado a papel químico do golo inaugural, mas agora a sair das fintas para a esquerda e a visar certeiro as redes com a canhota. Adivinhe quem testemunhou de perto? Bjorkan, pois claro, desta vez com Aasgaard a tentar também o impossível.

Ao intervalo, o resultado até era lisonjeiro para os noruegueses, que marcaram por Aasgaard, aos 21’, na jogada seguinte ao segundo dos franceses, remate na área a passe curto de Schjelderup, um dos dois jogadores do Benfica no onze de Stale Solbakken, a par de Aursnes, lateral-direito improvisado e único a manter a condição de titular em comparação com o encontro anterior diante do Senegal.

Em desvantagem, o selecionador norueguês continuou a preferir ter Erling Haaland no banco. O goleador viu, sentado, Larsen desperdiçar uma grande penalidade, aos 50’, intervenção fácil de Maignan — a voar para a esquerda sem necessidade de abrir especialmente as asas — tal o pontapé denunciado do avançado do Crystal Palace.

Com Didier Deschamps ausente, obrigado a regressar a França para assistir ao funeral da mãe, Guy Stéphan, adjunto, pegou na batuta e, aos 65’, disse a Dembélé que já chegava de espalhar magia e trocou-o por Barcola.

No poupar é que poderá estar o ganho, terão pensado os bleus — ao cair do pano chegaram ao quarto, obra de Doué, de cabeça, a cruzamento de Barcola — já de olhos na fase a eliminar, a ideia original dos vikingsOscar Bobb ainda esteve perto de reduzir, aos 72', mas Maignan esmerou-se e não deixou — que não quiseram desgastar os principais remadores para o duelo já definido frente à Costa do Marfim.

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