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FIFA recusa fumos negros à França em memória da mãe de Deschamps
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) não permitiu que a seleção francesa usasse fumos negros no braço para o jogo contra a Noruega, referente à terceira jornada do Grupo I do Campeonato do Mundo, no qual os gauleses acabaram por vencer por 4-1 (3-1 ao intervalo) para terminaram em primeiro lugar no Grupo 1, com 9 pontos.
O pedido da federação francesa deveu-se ao falecimento da mãe do selecionador Didier Deschamps no início da semana. O trágico acontecimento obrigou o técnico a falhar o encontro com a Noruega, disputado no Gillette Stadium, em Foxborough, EUA, e a regressar a França para o funeral.
Em alternativa, foi cumprido um minuto de silêncio antes do apito inicial em Massachusetts. Segundo a RMC Sport, esta homenagem foi igualmente dedicada às vítimas dos sismos na Venezuela, onde o número de mortos já ultrapassou os 920.
E a seleção norueguesa, num gesto de condolências, ofereceu um ramo de flores ao selecionador interino da França, Guy Stéphan, antes do jogo. Depois, este confirmou que o selecionador estará de volta já amanhã.
Stephan é o braço-direito de Deschamps há 17 anos, desde os tempos em que trabalharam juntos no Marselha, mas foi a primeira vez que assumiu o comando de uma equipa desde que orientou o Senegal no Mundial de 2002.
A Federação Francesa de Futebol já havia confirmado na terça-feira, através de um comunicado, que o selecionador campeão do mundo havia regressado ao país, vindo dos Estados Unidos.
«Didier Deschamps não poderá orientar as sessões de treino antes do jogo Noruega-França. Estará também ausente do banco no jogo de sexta-feira, o último do Grupo I. O selecionador nacional tomou conhecimento esta manhã do falecimento da sua mãe e regressará a França para assistir ao funeral. Em acordo com Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol, que se encontra atualmente no local de estágio da seleção francesa, Deschamps confiou ao treinador adjunto Guy Stephan a responsabilidade de liderar a equipa até ao seu regresso.»