Carlo Ancelotti, selecionador do Brasil
Carlo Ancelotti, selecionador do Brasil - Foto: IMAGO

Campeão do mundo arrasa Ancelotti: «Treinador fraco, seleção frouxa...»

Edilson Capetinha, ex-Benfica que venceu o Mundial 2002 pelo Brasil, criticou o selecionador, os jogadores e a federação também não escapou

O antigo internacional brasileiro e ex-Benfica Edilson Capetinha não poupou nas críticas à prestação do Brasil no Mundial 2026, considerando-a uma «deceção». Em entrevista à Globo News, o campeão do mundo em 2002 visou o selecionador Carlo Ancelotti, os jogadores e a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A análise de Edilson focou-se na eliminação do Brasil, que resultou na pior campanha da seleção desde 1990 e estendeu o jejum de títulos mundiais para 28 anos. O antigo avançado foi particularmente duro com o treinador italiano, mencionando derrotas em jogos particulares e o desempenho geral durante o torneio.

«O Ancelotti hoje é um treinador fraco, que já estava em declínio no futebol mundial, já não tinha muito para onde ir depois de sair do Real Madrid. Encontrou uma oportunidade de vir para a seleção brasileira, a ganhar um dinheiro incrível, que, para a realidade do futebol brasileiro, é uma coisa astronómica», afirmou.

Para Edilson, o problema da seleção vai além do treinador. Apesar de elogiar a exibição de Vinícius Júnior, considera que faltam jogadores do calibre de ídolos do passado e apontou carências em setores como as laterais. «O Brasil é uma seleção fraca, uma seleção que não tem defesa, não tem meio-campo e não tem ataque. Tem bons jogadores, mas bons jogadores há em todas as seleções. Nós não estamos habituados a bons jogadores, estamos habituados a jogadores excelentes, a craques, que fazem a diferença», declarou.

O antigo jogador refutou ainda o argumento da falta de jogadores altos, como o norueguês Erling Haaland, lembrando que o argentino Messi, com 1,70m e 39 anos, foi um dos melhores marcadores da competição. «O problema é que nós temos, além de ter um treinador fraco, uma seleção frouxa, jogadores frouxos, sem personalidade, e na hora de ir para o jogo, fica toda a gente a tremer», completou.

As críticas estenderam-se também à gestão da CBF. Edilson, que marcou seis golos ao longo dos nove anos em que representou a seleção, queixou-se da dificuldade em obter bilhetes para os jogos do Brasil junto da entidade. «É sempre a mesma panelinha...», concluiu.

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