Benfica e Bruma podem avançar para solução diferente
Bruma, extremo internacional português, 31 anos, integra a lista de dispensas do Benfica e ainda não encontrou colocação, apesar de o mercado internacional estar praticamente encerrado.
Os sucessivos problemas clínicos e físicos do jogador, aliados a um salário alto e a um investimento de €6,5 milhões que o Benfica pretende recuperar, poderão justificar o momento em que o futebolista se encontra.
Marco Silva, treinador das águias, assumiu, questionado por A BOLA, que o afastamento do jogador se deve meramente a decisão de ordem técnica, em função do excesso de extremos, e a SAD benfiquista tem trabalhado para encontrar uma solução, que não chegou ainda.
Estando a venda ou o empréstimo de Bruma num patamar delicado, o Benfica poderá avançar para nova abordagem: tentativa de rescisão amigável com o jogador, mediante garantias. Mas terá de ser o futebolista a concordar com as condições oferecidas.
E aqui estará também uma questão importante: Bruma, contratado ao SC Braga em janeiro de 2025, tem contrato com as águias até junho de 2028, o que significa que conta mais duas temporadas de águia ao peito. O Benfica terá, pois, de convencer o jogador a aceitar a rescisão, mas Bruma quererá receber todo o contrato que lhe resta, o que poderá tornar mais complicadas as negociações.
Não sendo, todavia, do agrado de clube e jogador o arrastamento da situação atual, é possível que as partes se entendam, com a flexibilidade a ficar do lado do empregador. Não seria, aliás, a primeira vez que o Benfica pagaria a jogadores para saírem mais cedo. Aconteceu, por exemplo, com o médio brasileiro Gabriel Pires, que também não fazia parte dos planos do clube.