«Sou casado há 20 anos, a minha mulher já me conhece. Ninguém é maior que o Palmeiras...»
Abel Ferreira aproveitou a conferência de imprensa após a vitória sobre a LDU Quito (1-0), para a Libertadores, para admitir que se expressou mal numa declaração recente que gerou controvérsia junto dos adeptos do Palmeiras. O treinador português tinha afirmado que os adeptos deviam desfrutar do momento, pois o clube nunca tinha festejado tanto como nos últimos cinco anos, um comentário que não foi bem recebido.
«Fui rever e não gostei do que vi», confessou o técnico, referindo-se às suas palavras após o empate com o Botafogo para o Brasileirão. «Se calhar, não fui claro, não soube expressar-me. Tudo o que eu faço é o melhor que posso com os recursos que tenho para ajudar o Palmeiras».
O treinador comparou a relação com o clube à sua vida pessoal: «Sou casado com a minha mulher há 20 anos e às vezes digo o que não devo, mas ela sabe o que tem em casa. E o que faço para ter respeito e crédito. Mais do que as palavras, são as atitudes».
Abel Ferreira reforçou o profundo respeito pela história do clube, sublinhando que a sua própria trajetória, marcada por «trabalho, sacrifícios e resiliência», se assemelha à do Palmeiras. Numa metáfora, descreveu a chegada ao clube: «Encontrei um relógio preparado no Palmeiras. Eu trouxe a pilha. O que é mais importante? O relógio ou a pilha? Os dois».
Encontrei um relógio preparado no Palmeiras. Eu trouxe a pilha. O que é mais importante? O relógio ou a pilha? Os dois
O técnico português fez ainda questão de salientar a grandeza da instituição. «Respeito muito a história do Palmeiras. Venceu, está a vencer e continuará a vencer quando eu sair do clube. Para mim é um orgulho muito grande poder fazer parte do livro de história do Palmeiras», afirmou, acrescentando que será «eternamente grato».
Com esta vitória, o Palmeiras parte em vantagem para a segunda mão, onde um empate será suficiente para garantir a passagem às meias-finais. No entanto, a equipa terá de enfrentar o desafio dos mais de 2800 metros de altitude de Quito, no Equador.