Não houve penálti sobre Pavlidis: a análise à arbitragem do Moreirense-Benfica
12'. Pontapeado. Rafa Silva ia na direção da baliza adversaria, quando ao parar para rececionar a bola que tinha sido metida em profundidade, foi pontapeado por Maracas, que ao esticar a sua perna direita acertou na coxa esquerda do avançado encarnado. Livre direto e amarelo por assinalar.
14’. Sem penálti sobre Vangelis Pavlidis, que para além de tocar a bola com a sua mão direita antes de a rececionar, também recua o seu pé de apoio e movimenta-se para o espaço onde vinha Maracas, que não conseguiu evitar o contacto. O árbitro nada assinalou e o VAR, em lance normal de contacto, confirmou a decisão. Só se houvesse erro claro e óbvio poderia ter intervindo.
41'. Amarelo. Quando Gilberto Batista rasteira Gianluca Prestianni, à entrada da área, cortou desta forma um ataque prometedor. Não é uma clara oportunidade de golo pois Dinis Pinto, sobre a esquerda, ainda tinha possibilidade de intervir no lance. Livre direto e advertência corretos.
44’. Bem o VAR na intervenção que fez, para assinalar pontapé de penálti a favor dos encarnados, de forma muito clara. Após uma marcação de bola parada, Clément Lenglet chega primeiro à bola e cabeceia a mesma e só depois, numa entrada fora de tempo, é que Duville-Parsemain, levantando em demasia a sua perna direita, acerta na cabeça do defesa francês dos encarnados, um pontapé, que se enquadra na negligência, e daí ter sido, de forma correta, assinalado pontapé de penálti e mostrado o respetivo cartão amarelo ao jogador do Moreirense. De realçar que para análise, entre ser um jogador que baixa em demasia a cabeça, ou ser o seu adversário que levanta em demasia a perna, quando se está a decidir quem comete a falta, é tida em consideração como referência a zona da cintura. Ou seja, se é a cabeça que baixa para lá da cintura, ou se é a perna que levanta acima da referida cintura, neste caso a imagem não deixa dúvidas que foi “pé alto” e não “cabeça baixa”.
45’. O árbitro deu três minutos de tempo extra por recuperação de tempo perdido, em função sobretudo do tempo que esteve a analisar, após chamada do VAR, o lance de penálti a favor dos encarnados. Na prática, acabou por estender o tempo até seis minutos para lá dos quarenta e cinco regulamentares.
O VAR no penálti que desbloqueia o jogo, o árbitro ao nível das áreas nos restantes lances e nos amarelos que mostrou.
52’. Cartão amarelo bem mostrado a Landerson: não foi pela falta que cometeu sobre Leandro Barreiro, mas sim pelo protesto de desacordo que fez, quando levantou de forma evidente o seu braço direito em gesto de não concordância.
O tempo extra dado no fim do segundo tempo, e o comportamento dos bancos sempre em protesto com as decisões de campo.
75'. Por trás. Cartão amarelo bem mostrado a João Palhinha por uma entrada por trás sobre acabando mesmo por tocar e pisar o pé esquerdo de Manuel Mendonça, uma entrada negligente numa infração cometida já próximo da área dos encanados que foi bem sancionada disciplinarmente.
90’. Foram dados quatro minutos de tempo extra, por recuperação de tempo perdido, uma vez mais pouco para as incidências do segundo tempo, pois foram mostrados três amarelos, houve três golos, e houve seis substituições onde entraram dez jogadores.
90+1’. Cartão amarelo bem mostrado a John Durán por, de forma ostensiva, deliberada e persistente, ter agarrado e puxado a camisola de Yan Maranhão, um comportamento antidesportivo bem sancionado disciplinarmente.
Nota do árbitro Fábio Veríssimo: 6
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