Benfica com nova época em marcha (mesmo 'sem treinador')
Enquanto aguarda pela definição do futuro de José Mourinho, o Benfica já prepara a próxima época de forma ativa no mercado de transferências. Apesar de o treinador ainda ter mais um ano de contrato com o clube da Luz, é praticamente certo que não continuará a liderar a equipa em 2026/27, cenário que obriga a SAD encarnada comandada por Rui Costa a antecipar decisões estratégicas.
Nesse contexto, e mesmo sem uma decisão final sobre o próximo treinador, a estrutura liderada por Mário Branco, diretor-geral dos encarnados, tem intensificado contactos com vista à construção do plantel da nova temporada. O objetivo passa não só por identificar reforços cirúrgicos para posições-chave, mas também, e sobretudo nesta fase, por preparar possíveis vendas que permitam gerar receitas e garantir margem financeira para investir.
De acordo com informações recolhidas, já foram definidas várias shortlists de potenciais reforços para diferentes posições, tendo em conta as lacunas identificadas no plantel. Estes relatórios foram, em parte, influenciados pelas indicações deixadas por Mourinho à SAD do Benfica, onde o técnico destacou necessidades específicas que considera essenciais colmatar. Ainda assim, os avanços formais nas contratações continuam dependentes de saídas relevantes e, naturalmente, da visão do próximo treinador.
Entre os jogadores mais valorizados do plantel, Pavlidis, Richard Ríos e Andreas Schjelderup surgem como ativos importantes que podem gerar encaixes financeiros significativos. Os três vão marcar presença no Mundial 2026, uma montra que poderá aumentar ainda mais o seu valor de mercado. Nesse sentido, o Benfica admite aguardar pelo final da competição para avaliar propostas e maximizar eventuais vendas. Por outro lado, jogadores como Sudakov ou Ivanovic, que tiveram uma época aquém das expetativas, e não estarão no Mundial, também poderão ser negociados, mas num contexto menos favorável.
Em paralelo com o dossier das vendas, a SAD trabalha também na identificação de reforços prioritários. A contratação de um defesa-central assume caráter urgente, tendo em conta a saída de Otamendi, que terminou contrato e regressará à Argentina para representar o River Plate. Além disso, está em cima da mesa a possibilidade de garantir um quarto central.
No ataque, o plano passa por reforçar as alas com a entrada de pelo menos um extremo-esquerdo, podendo esse número aumentar caso Schjelderup venha a ser transferido. Já para o meio-campo, a prioridade recai na contratação de um médio-centro capaz de acrescentar equilíbrio, intensidade e qualidade na construção de jogo. Para a frente de ataque, o Benfica procura um ponta de lança com características físicas mais marcadas, capaz de jogar como referência ofensiva, diferente dos perfis atuais como Pavlidis ou Ivanovic. O jovem Anísio Cabral, de apenas 18 anos, continua a ser visto como um projeto de futuro, ainda em fase de crescimento e desenvolvimento.
Todo este planeamento está, naturalmente, condicionado pelas dinâmicas do mercado de transferências, nomeadamente pelas saídas que venham a concretizar-se. Ainda assim, o Benfica já deu início à preparação da nova temporada, mesmo com atrasos provocados pela indefinição em torno do próximo treinador. Certo é que o plantel encarnado deverá sofrer mudanças significativas.