Sudakov, médio-ofensivo do Benfica (foto: Imago)
Sudakov, médio-ofensivo do Benfica (foto: Imago) - Foto: IMAGO

Sudakov contra a corrente: o plano do senhor 27 milhões no Benfica

Número 10 das águias não está a considerar uma transferência no verão

O internacional ucraniano Heorhii Sudakov não teve a temporada de estreia desejada ao serviço do Benfica, mas, sabe A BOLA, o médio ofensivo não equaciona uma saída no próximo mercado de transferências do verão e está totalmente focado em continuar no clube da Luz.

Determinado em afirmar-se no Benfica, Sudakov pretende apresentar a sua melhor versão no arranque da nova época, com o objetivo claro de convencer a equipa técnica — seja sob orientação de um novo treinador ou de José Mourinho — e justificar o elevado investimento realizado pela SAD encarnada.

Contratado ao Shakhtar Donetsk, Heorhii Sudakov representou o maior investimento do Benfica no início da temporada. Entre o valor fixo do empréstimo e a cláusula de compra obrigatória, a ser liquidada em 2026, o negócio atinge os 27 milhões de euros, podendo ascender aos 32 milhões mediante o cumprimento de objetivos. Além disso, o clube ucraniano assegurou 25 por cento de uma futura mais-valia numa eventual transferência, percentagem que pode baixar para 15 por cento caso o Benfica invista mais 6 milhões de euros. No cenário máximo, o custo total da transferência poderá atingir os 38 milhões de euros, tornando Sudakov o ativo mais caro do plantel.

Apesar da elevada expectativa, o jovem de 23 anos acusou a pressão inerente ao contexto competitivo do Benfica e enfrentou dificuldades na adaptação. Esta foi a primeira experiência de Sudakov fora da Ucrânia e longe do Shakhtar Donetsk, clube onde se formou e afirmou.

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A exigência do futebol português, aliada ao peso emocional provocado pela guerra no seu país, acabou por influenciar o rendimento do jogador ao longo da época. Já na segunda metade da temporada, o próprio admitiu lidar com fadiga física e emocional.

«Quero dirigir-me a todos que me apoiam. Ultimamente têm surgido muitas conversas e rumores. Quero ser sincero: todos os jogadores de futebol às vezes passam por períodos difíceis. É normal sentir cansaço — tanto físico como emocional. Mas isso não significa que deixei de amar o futebol ou que pretendo parar. Pelo contrário — estou a trabalhar para recuperar aquele prazer pelo jogo pelo qual vocês me apoiam. Obrigado a todos que estão ao meu lado — o vosso apoio é muito importante para mim. Vou fazer tudo para ficar mais forte e corresponder à vossa confiança», escreveu Sudakov nas redes sociais.

É normal sentir cansaço — tanto físico como emocional. Mas isso não significa que deixei de amar o futebol ou que pretendo parar.

Perante este cenário, José Mourinho e a estrutura do Benfica delinearam um plano de trabalho específico para potenciar o rendimento do médio ucraniano, com foco na recuperação física e estabilidade emocional. Ainda assim, Sudakov não voltou a atingir níveis competitivos consistentes até ao final da época 2025/26, tendo sido suplente não utilizado nos últimos seis jogos oficiais do Benfica.

Do ponto de vista estratégico, o Benfica admite a possibilidade de negociar a saída de Sudakov este verão, tendo em conta o elevado investimento realizado e a necessidade de reajustar o plantel. Existem, de facto, movimentações para avaliar uma eventual transferência, mas a falta de valorização do jogador ao longo da época e a não qualificação da seleção da Ucrânia para o Mundial 2026 dificultam significativamente qualquer negócio vantajoso.

Além de que, e conforme A BOLA apurou, o próprio jogador não tem intenção de abandonar o Benfica neste momento. Pelo contrário, Sudakov está determinado em inverter o cenário e afirmar-se na próxima temporada, tanto no contexto do Benfica como no futebol europeu, acreditando que ainda tem muito para dar ao clube.

Convocado para os jogos particulares da seleção da Ucrânia em junho — tal como o guarda-redes do Benfica Anatoliy Trubin —, Sudakov aproveitou os dias que antecederam a concentração para intensificar o trabalho individual. Em ambiente familiar, mas sempre com acompanhamento próximo do Benfica, o médio ofensivo procura recuperar os índices físicos e mentais, com o objetivo de justificar a aposta milionária e provar que a sua história no Benfica ainda está longe de estar concluída.

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