Tenista ucraniana sem 'papas na língua': «Quero bater todas as russas que encontrar»

Marta Kostyuk criticou duramente o levantamento da sanção à Rússia por parte do Comité Olímpico Internacional

Após garantir a sua primeira presença nas meias-finais de Wimbledon, a tenista ucraniana Marta Kostyuk criticou duramente a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de levantar provisoriamente a proibição sobre a Rússia e de recomendar que os desportos individuais abandonem o estatuto de neutralidade para os atletas russos.

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A decisão do COI, que o Kremlin saudou na quarta-feira como um «passo importante» para restabelecer os direitos dos atletas russos, foi recebida com forte oposição por parte de Kostyuk.

«A minha opinião é que é terrível», afirmou a tenista após a sua vitória nos quartos de final contra Jasmine Paolini. «Penso que está muito, muito longe do fair play para todos os países envolvidos, não apenas para a Ucrânia. Não concordo a 100% com esta decisão. (...) Só quero ir para o campo e bater todas as russas que encontrar», expressou a ucraniana.

Recorde-se que, desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia em 2022, os jogadores russos têm competido como neutros nos circuitos de ténis masculino e feminino, à semelhança do que acontece na maioria dos desportos.

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