Bastoni quebra o silêncio e assume simulação: «Exagerei a queda, lamento»
Na véspera do confronto da Champions com o Bodo/Glimt, Alessandro Bastoni quebrou o silêncio sobre a polémica simulação no jogo contra a Juventus. O defesa do Inter, acompanhado pelo presidente Beppe Marotta e pelos capitães Lautaro e Barella, assumiu o seu erro de forma direta, em declarações à imprensa italiana.
«Fazia questão de estar aqui para dar a minha versão, era justo e um dever dar a cara e explicar o que senti, visto que fui a pessoa mais falada das últimas horas», começou por afirmar o defesa. «Quando senti o contacto, exagerei a queda para obter uma vantagem. Digo-o sem problemas e lamento por isso, mas, sobretudo, pelo festejo que se seguiu. Foi muito feio, fruto do transe competitivo. Lamento ter reagido assim», explicou.
O jogador italiano defendeu, no entanto, a sua honra, pedindo que um único episódio não defina a sua carreira. «Considero igualmente justo que a minha carreira e a minha pessoa não sejam definidas por aquele episódio, porque tenho mais de 300 jogos como profissional», sublinhou, acrescentando: «Dito isto, não pensei que fosse criar tanto alvoroço. Notei também muita falsidade e moralismo à minha volta. Ouvi muitos especialistas dizerem coisas que não têm pés nem cabeça. Agradeço, por outro lado, a quem disse as coisas certas: ‘Bastoni errou, foi estúpido...’»
Bastoni admitiu que «o ser humano deve ter o direito de errar, mas também o dever de o reconhecer», e foi por isso que decidiu falar. O defesa revelou ainda o impacto que a polémica teve na sua família, lamentando as ameaças recebidas. «A nível pessoal, o caso não me afetou muito, estou exposto e habituado à exposição mediática, como o presidente bem o definiu. Lamento pela minha mulher e pela minha filha. A Camilla recebeu mensagens com insultos e ameaças de morte, algo que é de outro mundo. Lamento também pelo árbitro La Penna, que sofreu algo semelhante.»
Também o treinador Cristian Chivu abordou a controvérsia, recusando-se a comentar as declarações de Spalletti e defendendo a sua equipa. «Não respondo aos outros, digo o que penso. Não me interessa o que se diz onde há frustração que não se consegue gerir. As críticas fazem parte do jogo, quem está na frente é odiado e criticado», afirmou.
O técnico romeno lembrou que os erros de arbitragem acontecem a favor e contra todas as equipas. «É preciso parar de nos queixarmos, de sermos moralistas. Todos os domingos há um caso destes, desde o golo de mão de Maradona. Nós também fomos prejudicados em Nápoles e ninguém de nós disse nada», recordou Chivu, que agora se foca no desafio europeu contra o Bodo/Glimt, uma equipa que descreveu como «difícil» e que «tem progredido» a par do futebol norueguês.