Aryna Sabalenka com Ash num treino em Miami, em março       Fotografia Imago
Aryna Sabalenka com Ash num treino em Miami, em março Fotografia Imago

Aryna Sabalenka: «Wimbledon, imploro-vos, deixem os cães entrar!»

Depois de ter assegurado a passagem à terceira ronda do Open que ainda não conseguiu ganhar, a bielorrussa lamentou que os responsáveis do torneio britânico não permitam que os tenistas possam trazer os seus amigos de quatro patas como passou a acontecer em Roland Garros

Aryna Sabalenka fez um apelo aos responsáveis de Wimbledon para que permitam a entrada de cães dos tenistas no All England Club, uma regra que a número um mundial gostaria de ver alterada.

A bielorrussa, que costuma fazer-se acompanhar pelo seu Cavalier King Charles Spaniel, de nome Ash, expressou o descontentamento com a política restrita do torneio britânico, que contrasta com a abertura de outros eventos como o Roland Garros, onde vários animais de estimação marcaram presença.

Após a vitória sobre McCartney Kessler por 6-1 e 7-6, que a qualificou para a terceira ronda do Open britânico, Sabalenka foi direta sobre a política do SW19: «Não concordo com isso». Ainda que admitindo compreender as razões da organização, defendeu a mudança. «Consigo perceber porque tomaram esta decisão. Obviamente, se o cão fizer algo de errado dentro deste lugar histórico, provavelmente levará algum tempo a reparar. Devem ter receio de danos no interior», afirmou, acrescentando: «Tenho de dizer que todos os nossos cães são muito bem treinados. Não vão fazer nada de errado dentro deste belo edifício. Temos de mudar isso».

Aryna partilhou ainda o lado mais pessoal da questão, explicando o sofrimento que lhe causa deixar o seu cão sozinho. «Às vezes, dói deixá-lo em casa sozinho. Ele é muito apegado e sofre por ficar só. Isso magoa-me mesmo. É uma coisinha fofa que só quer mimos e amor», desabafou, concluindo com um apelo direto: «Wimbledon, por favor, imploro-vos, deixem os cães entrar!»

A posição do All England Club, no entanto, parece firme. Sally Bolton, CEO do clube, já tinha confirmado no mês passado que a política se mantém inalterada. «Os únicos cães que permitimos no recinto são os cães de assistência e os cães de segurança e busca. Estamos em comunicação constante com os jogadores e não prevemos que isso seja um problema, mas essa é a nossa política e sempre foi», declarou.

Em campo, a número um mundial superou um susto no Court N.º 1 frente à norte-americana McCartney Kessler. Depois de um primeiro set tranquilo, Sabalenka esteve a perder por 5-2 no segundo parcial, mas conseguiu recuperar e forçar um tie-break, que venceu por 11-9.

Esta vitória dramática no tie-break permitiu-lhe ampliar um recorde notável na Era Open: o de maior número de tie-breaks consecutivos ganhos em singulares de Grand Slam, somando agora 21. Questionada sobre o seu domínio nestes momentos de alta pressão,explicou a sua mentalidade. «Sinto-me livre e confio nas minhas pancadas no tie-break, e penso que isso faz uma grande diferença. Cada ponto conta, por isso sinto que confiar nos meus golpes e manter-me agressiva ajuda-me a alcançar estas estatísticas incríveis».

Na próxima ronda, sexta-feira, Aryna irá defrontar Jelena Ostapenko. A antiga campeã de Roland Garros venceu de forma convincente Antonio Ruzic, que entrou no quadro principal após a desistência da britânica Emma Raducanu.

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