Arrepiante: a queda assustadora da 'Rainha da Neve' no slalom gigante olímpico

Lindsey Vonn, 41 anos, sofrera lesão semanas antes dos Jogos de Milano/Cortina. Recuperou mas caiu em prova este domingo de forma impressionante

Os Dolomitas prenderam o fôlego. O que deveria ser o regresso triunfal da maior lenda do esqui alpino mundial transformou-se, na manhã deste domingo, num cenário de profunda angústia. Lindsey Vonn, a Rainha da Velocidade na Neve, sofreu uma queda arrepiante durante a prova de Slalom Gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026, deixando o mundo do desporto num silêncio ensurdecedor.

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A descida, marcada pela agressividade técnica que sempre caracterizou a norte-americana, terminou de forma abrupta quando um dos esquis prendeu numa placa de gelo, projetando Vonn a alta velocidade contra as redes de proteção. O impacto foi seco, violento, e o resgate médico foi imediato.

O drama é acentuado pelo contexto: há poucos dias, a esquiadora sofrera uma lesão nos treinos que parecia ditar o fim prematuro da sua aventura olímpica. Contudo, num esforço sobre-humano de recuperação contrarrelógio, Vonn recebeu a luz verde médica para competir. A sua presença no topo da estância era, por si só, um hino à resiliência. Infelizmente, o destino tinha outros planos.

Lindsey Vonn, esquiadora olímpica norte-americana, a rainha da neve aos 41 anos - Foto: IMAGO

A mulher que desafiou os limites do possível

Falar de Lindsey Vonn é falar da definição de imortalidade no desporto. Nascida em Saint Paul, Minnesota, há 41 anos, a norte-americana não é apenas uma atleta; é um ícone global que transcendeu as pistas de neve. Com um palmarés que faz empalidecer qualquer rival — onde brilham 82 vitórias na Taça do Mundo e múltiplas medalhas olímpicas — Vonn habituou o público a uma relação íntima com o risco.

O seu corpo é um mapa de cicatrizes, um testemunho de dezenas de cirurgias aos joelhos e fraturas que teriam retirado qualquer outro comum mortal de cena há décadas. Mas Lindsey nunca foi comum. O seu regresso da reforma, anunciado com estrondo para estes Jogos de 2026, foi motivado pelo fogo sagrado da competição que nunca se apagou. Vonn personifica a audácia: a rapidez de uma bala nas pistas e a elegância de uma embaixadora fora delas.

Em Cortina d'Ampezzo, onde tantas vezes foi feliz e coroada, o gelo foi hoje cruel. Enquanto o mundo aguarda com ansiedade o boletim clínico oficial, fica a imagem de uma mulher que, mesmo tombada, continua a ser o padrão de ouro da coragem. Se esta foi a última dança da Rainha, o esqui deve-lhe uma vénia eterna. O desporto, esse, chora por uma das suas mais brilhantes estrelas.