Afonso Eulálio: «A equipa esteve fantástica, mas sofri...»
Após no final da 11.ª tirada da 109.ª Volta a Itália se manter com a camisola rosa vestida pela sexta etapa consecutiva, oitavo dia, permanecendo a vantagem de 27s face ao dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e 1.57,4m relativamente ao neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS), o português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) foi questionado sobre mais este dia de prova e pelo facto de apenas 36 ciclistas no seu grupo surgirem na linha de meta.
«Hoje foi uma corrida super dura. É como uma clássica. O início foi um caos, não é? Em alguns momentos senti que... como se estivesse a sofrer muito. Mas sim, estava um pouco tenso, é sempre melhor controlar a corrida um pouco mais, não é?»
«Mas vi que os meus companheiros de equipa estiveram super perto de mim. Continuámos a lutar. A equipa esteve fantástica, como nos outros dias. Não tenho palavras para a minha equipa é perfeito», começou por analisar o corredor de 24 anos, natural da Figueira da Foz.
E o que acha do facto de Bahrain Victorious não ter sido a única das equipas da geral envolvidas na perseguição? As também correram como se tivessem a maglia rosa. «Acho que não foi para me ajudar, foi apenas para manter a corrida mais segura. Caso contrário, se não puxarmos, se não formos à luta no final, a corrida seria um caos», justifica.
🎬A thrilling stage that kept us glued to the screen right through to the finishing straight.
— Giro d'Italia (@giroditalia) May 20, 2026
🎥 Flash Highlights of Stage 1️⃣1️⃣
Catch the Stage 1️⃣1️⃣ Daily Highlights every evening on YouTube. Subscribe to the channel and turn on notifications 👀
🎬 Una tappa appassionante e… pic.twitter.com/e4tmoRUQwK
Mas o Chris Harper [Pinarello–Q36.5 Pro Cycling Team] também estava no grupo da frente. Calcularam quantos minutos ele poderia chegar a ter de vantagem? Sim. Fazemos sempre alguns cálculos, também fomos dar alguns passos à frente para puxar, mas ao mesmo tempo Também procurei poupar-me, não é? Afinal Chris Harper também é perigoso para as outras equipas, não é só para mim», salientou.
E esta energia toda que tem mostrado, é ajudada por ter a camisola roda vestida? «Sim, um pouco. Tentei controlar ao máximo possível as duas subidas antes da última, recuei também para controlar meu esforço e ter as pernas que precisava para a última. Depois de hoje, tentaremos manter a Maglia Rosa dia após dia e veremos o que podemos fazer», concluiu o luso que tem brilhado no Giro.
Afonso Eulálio (39.40.34h), que é líder desde a 5.ª etapa, mantém a vantagem de 27s com que ficara após o contrarrelógio da véspera face ao dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com Thymen Arensman (Netcompany INEOS) a 1.57,4m em terceiro, seguido de Felix Gall (Decathlon CMA CGM), a 2.24,5m, e Ben O'Connor (Team Jayco AlUla), a 2.48m.
Artigos Relacionados: