A dúvida, a baixa, a exigência de vitória e o futuro: tudo o que disse Farioli
Depois das derrotas com o Manchester City, Betis e PSV Eindhoven, Francesco Farioli pretende conquistar a sua primeira vitória na Champions diante do Nápoles, um jogo que é extremamente importante para as aspirações do campeão português passar à fase a eliminar da competição.
— A margem de erro reduzida na Champions. Que expectativas tem para o jogo com o Napóles?
— Estamos no ritmo de muitos jogos em poucos dias. Estamos num momento em que temos de ver possibilidades diferentes nas nossas mãos para preparar bem o jogo. Tentamos as indicações certas do que esperar amanhã porque há jogadores deles que estão fora. Vamos tentar estar preparados para o que vai acontecer. Estamos preparados para o desconhecido, mas têm um treinador cuja principal fortaleza é meter os jogadores certos nas posições certos. É a oportunidade de voltar a casa para tentarmos os primeiros pontos na nossa jornada na Champions.
— Este é o típico jogo jogo que é ganhar ou ganhar...
— Como o André Silva disse, temos sempre a mentalidade de ganhar os jogos, mas o nosso adversário tem qualidade. Eles têm alguns jogadores de fora e em dúvida, mas têm qualidade para meter certos jogadores no campo e ter uma equipa forte. Eles são capazes de ajustar e preparar uma equipa muito competitiva. É uma equipa que ganhou dois campeonatos nos últimos anos. A exigência vai ser alta. Mas temos o desejo de fazer tudo o que é possível e ainda mais para termos os primeiros pontos nesta competição.
— FC Porto não pressionou tão alto com o PSV. Estará fisicamente disponível para pressionar bem em cima?
— Não sei se estiveste no mesmo estádio, mas abordámos o jogo como sempre, para tentar fazer o jogo na área deles. Depois tivemos momentos em que tivemos de baixar. Foi uma equipa muito móvel e forçou-nos a baixar uns metros, mas não por falta de desejo ou intenção. Nos 60 e poucos jogos que fiz aqui, se olharem para os números em todas as competições, temos sido das equipas com mais impacto em recuperar bolas na frente. Com o PSV não recuperámos tanto como queríamos na primeira parte por causa da qualidade deles. Mas sobre o nosso desejo de abordar o jogo de certa forma não há dúvida e amanhã será igual. Têm um guarda-redes que pode meter a bola a 85 ou 90 metros da pequena área... Vamos ver quem estará no campo. Mas não se preocupem que vamos ser o mesmo FC Porto de sempre.
— A exibição contra o Estoril pode servir de ânimo para a Champions?
— A maneira como abordamos a competição é sempre um capítulo, um livro diferente. Há coisas que podemos tirar, mas é um adversário diferente, um estilo de jogo diferente. Vai haver diferentes desafios dentro do jogo. Do nosso lado há uma parte relacionada com a nossa identidade, com a forma como queremos abordar o jogo, com a exigência que temos e o desejo que temos de competir na competição em que estamos. Depois há o lado estratégico em relação ao que vamos enfrentar amanhã e o microjogo dentro da imagem geral.
— O Pietuszewski está disponível? E o William Gomes? E que avançado vai jogar?
— William está fora do jogo. Oskar treinou com a equipa hoje, então pode ser uma hipótese para amanhã, vamos levar tempo para avaliar a sua situação, os níveis físicos e de confiança, e tomaremos a melhor decisão possível. Quanto ao número 9, desde o início tem sido um tópico que gostam muito de meter nesta mesa. É importante para nós termos esta qualidade e esta quantidade de jogadores porque sabem o quanto jogadores. Samu volta de uma paragem longa, o André teve um papel fantástico desde que voltou, com a performance, o exemplo, o desejo, o regresso a casa, porque ajuda a explicar o que o FC Porto significa. Desde a nossa conversa no fim de maio, o compromisso dele e desejo esteve sempre lá. É uma grande pessoa e um grande profissional.
— A inexperiência tem sido apontada como fator de insucesso na Champions. Nápoles também é mais experiente. Equipa mais preparada agora?
— Claro que a Liga dos Campeões é uma competição diferente. Parece igual, mas não é. Os detalhes fazem a diferença. A exigência é diferente. Esperamos que a experiência que já tivemos nos possa ajudar. Acho que em termos exibicionais acho que foi OK, podíamos ter conseguido mais, mas não é suficiente. Aqui queremos subir sempre o nível, a barra, e amanhã é o momento de fazer isso para podermos começar a ter os pontos que queremos.
— Que espera deste Nápoles na Champions?
— O que temos de fazer é andar com a determinação certa. Respeitamos muito o adversário que teremos pela frente. Que com Di Laurentiis estabilizou na Liga dos Campeões, tem dois títulos em Itália. Temos que ter o desempenho certo.
— As muitas baixas no Nápoles são uma vantagem?
— Vantagem não acredito porque hoje com o staff tentamos pensar a equipa do Nápoles, nas mudanças que poderão acontecer durante o jogo amanhã por parte deles. Temos a certeza de que iremos conseguir ter uma equipa muito competitiva, que é o mais importante.
— Como espera que o Nápoles se apresente em campo? E o que é que os estrangeiros já viram em Farioli que os italianos não viram?
— Pensamos mais na nossa equipa, faremos de tudo para estarmos preparados para quatro ou cinco cenários em que se podem apresentar. Temos necessidade de encontrar soluções adequadas. É sempre uma competição de xadrez e teremos de estar preparados para uma surpresa. Em relação à primeira parte da pergunta, tive oportunidade de estar em vários países, vários clubes, que me deram oportunidade de viver uma experiência de nível muito elevado, de participar em competições europeias. No ano passado aqui no FC Porto comecei a ganhar, que é muito importante. Vou lutar por aquilo que tenho de lutar e tenho grande gratidão pelas pessoas que me deram esta oportunidade.
— Gostaria de treinar em Itália?
— Este ano a Serie A tem muitas caras novas, com jogadores novos, outros com experiência. Tem treinadores com grande experiência e que deram muito ao futebol italiano. Temos muitos exemplos, como o meu caro amigo Massimiliano Alvini, que está a fazer um trabalho muito bom, depois treinadores como Allegri, ele também toscano como eu, que é uma referência no futebol italiano.