A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Estugarda-FC Porto
1’ Simulação. Thiago Silva estica a perna direita para intercetar a bola, mas recolhe-a a tempo de evitar contacto com El Khannouss que, apercebendo-se de que a bola já lhe escapava, projetou-se de forma grosseira para a relva. Ficou por exibir o amarelo por simulação.
30’ Demirovic, já sem a bola estar no local (junto à linha lateral) e sem qualquer necessidade, entra com o braço esquerdo contra a zona das costelas de Zaidu. É um comportamento antidesportivo e uma entrada negligente, passível de cartão amarelo.
40’ É Thiago Silva que se movimenta e vai na direção de Undav. Este faz 'corpo firme', não saindo da posição que já tinha ganho, e amortece o contacto sem cometer falta. Em ato contínuo, remata e finaliza. Tudo legal: não houve falta e o golo é válido.
45’ Foram concedidos quatro minutos de tempo extra no primeiro tempo, como compensação pelo tempo perdido em virtude das duas assistências médicas prestadas a Zaidu e, também, pelos três golos marcados.
45+1’ Sem penálti. William Gomes tem o braço esquerdo aberto, em contacto com o peito de Jamie Leweling, e este tem o braço direito no peito do brasileiro. São contactos normais e mútuos na disputa da bola e do espaço, sem qualquer infração passível de castigo máximo.
45+3’ Antidesportivo. William Gomes viu, de forma correta, o cartão amarelo, pois, após a bola sair pela linha lateral, afastou o esférico com a mão para longe, com o intuito de retardar o recomeço. Este gesto incorreto foi bem sancionado disciplinarmente.
48’ Cartão amarelo bem mostrado a Finn Jeltsch por uma entrada em tackle deslizante sobre Borja Sainz. Uma entrada negligente, bem sancionada disciplinarmente.
57’ Sem bola. Jamie Leweling, sem qualquer interesse em disputar o esférico, armou o cotovelo e atingiu o peito de Seko Fofana. Uma atitude antidesportiva e uma infração negligente, passível de cartão amarelo para o jogador do Estugarda, que o árbitro não exibiu.
65’ Cartão amarelo bem mostrado a Thiago Silva por interrupção de um ataque prometedor. Na ocasião, esticou o pé esquerdo e rasteirou o também pé esquerdo de El Khannouss, mesmo à entrada da grande área do FC Porto.
71’ Quando há um golo inicialmente validado pelo árbitro (por indicação do assistente) em que o VAR posteriormente intervém e anula por fora de jogo, tratando-se de uma situação factual — sempre que o infrator toca na bola —, o árbitro limita-se a seguir a indicação do VAR sem ter de ir ao monitor. No entanto, se o VAR entender que um jogador que não toca na bola deve ser punido por fora de jogo por ter impacto na ação do seu adversário, o protocolo obriga o videoárbitro a chamar o árbitro ao monitor. Isto serve para que o juiz interprete o lance e confirme se considera que o jogador, mesmo sem tocar na bola, teve impacto no adversário ou interferiu com a jogada. Foi o que aconteceu neste golo, bem anulado aos alemães, por fora de jogo com impacto de Tiago Tomás.
85’ Cartão amarelo mostrado a Alan Varela por demorar a repor a bola em jogo aquando da execução de um livre a favor dos dragões.
90’ Foram concedidos seis minutos de tempo extra na segunda parte para recuperação do tempo perdido. Neste período, houve seis paragens para substituições (com entrada de nove jogadores), a amostragem de três amarelos ainda dentro do tempo regulamentar e a anulação do golo ao Estugarda, com a ida do árbitro ao monitor.
90+3’ Amarelo bem mostrado a El Khannouss por, com o pé esquerdo e após uma entrada fora de tempo, pisar de forma negligente o pé esquerdo de Zaidu. Na sequência desta falta, e após Zaidu recuperar e levantar-se, o defesa nigeriano dos dragões foi advertido por palavras dirigidas ao adversário.