A segurança e tranquilidade de Diogo Costa foi fundamental para a vitória em Estugarda - Foto: IMAGO
A segurança e tranquilidade de Diogo Costa foi fundamental para a vitória em Estugarda - Foto: IMAGO

Diogo e Zaidu lembram ao Dragão como se deve voar (notas do FC Porto)

Guarda-redes esteve sempre concentrado e seguro nas suas ações, ajudando até a equipa a resistir à pressão agressiva dos alemães. Já o lateral assistiu, podia ter marcado e correu pelo campo todo
MELHOR EM CAMPO: DIOGO COSTA, 7
A tarde parecia tranquila apesar do golo sofrido, em que pouco podia fazer. Algumas intervenções, todas à figura, até Führich, aos 82', o obrigar à defesa da noite: bola colocada, a ressaltar ainda na relva à sua frente e o voo elegante a responder, com o braço esticado a desviar pela linha final. Decisivo para a vantagem importante para o FC Porto traz para o Dragão, veremos se não mesmo na eliminatória e eventual qualificação para os quartos de final. Estava atento ainda na tentativa de chapéu de Undav, aos 58', e mostrou-se seguro nas várias tentativas de cruzamento que surgiram no último fôlego do ataque dos germânicos. Importante a tranquilidade sempre que a bola lhe passava pelos pés, tornando a pressão agressiva do Estugarda bem menos assertiva do que é habitual.

ALBERTO (4) — Lewelling foi o mais irrequieto dos alemães em muitos momentos do encontro, e nem sempre o lateral tomou as melhores decisões. As derivações de El Khannouss, primeiro, e Führich, depois, também para esse lado acentuaram as dificuldades.

THIAGO SILVA (4) — Grande susto logo no primeiro minuto em que chega tarde a El Khannouss e não acerta por pouco nas pernas do marroquino, o que, como último homem, podia ter-lhe valido o vermelho. Está no golo de Undav, no qual é ingénuo ao ponto de se deixar afastar com um encosto, e vê ainda um amarelo por derrubar El Khannouss aos 65' numa diagonal perigosa.

BEDNAREK (6) — Mais tranquilo do que Thiago Silva, travou interessante duelo com Demirovic, que praticamente não teve espaço para finalizar. Concentrado e eficaz.

ZAIDU (7) — É a assistência (depois do desarme em antecipação) no golo de Mora, e toda a disponibilidade para carregar a equipa para a frente, não só quando o Estugarda se procurava encontrar como, já se tendo encontrado, após o intervalo e novas instruções de Höness, dominava e carregava. Mais, enquanto quebravam companheiros como Moffi e Fofana, continuava a ser referência para ligar defesa e ataque.

FOFANA (6) — Foi aposta e pagou-a ao participar decisivamente na construção do primeiro golo. É ele que descobre Borja Sainz, antes de o espanhol servir Moffi no 0-1. Tentou a sua sorte de longe por uma ou outra vez, porém não chegou a atrapalhar Nübel. Acabou esgotado de tanta correria.

PABLO ROSARIO (6) — Esclarecido em algumas saídas de pressão, somadas a erros na tomada de decisão. Melhorou na segunda parte e foi ajudando à coesão do bloco defensivo, a principal missão trazida do intervalo, perante o esperado crescimento dos alemães devido ao resultado negativo.

RODRIGO MORA (6) — Marcou o segundo golo, num gesto simples pleno de intenção, em oportuna chegada à área, ele que agora joga alguns metros mais atrás. A amplitude técnica do costume. Acabou por ser dos primeiros sacrificados assim que Farioli pressentiu o aumento de duelos físicos a meio-campo.

WILLIAM GOMES (5) — Uma jogada de assinatura, aos 20', em que acerta na trave, no entanto, algumas dificuldades em levar a melhor sobre Heindricks. Voltou a aparecer no segundo tempo, com o cruzamento para Zaidu cabecear, de ângulo difícil, para as mãos de Nübel, e um remate de fora, também à figura do guarda-redes. Ainda não absorveu completamente o lado coletivo do jogo.

MOFFI (7) — Quebrou fisicamente a meio da segunda parte, após participação ativa na maior parte das transições ofensivas. Belo golo, em que inverteu papéis com Borja e atirou forte, sem dar grande possibilidade de reação a Nübel. Teve mais uma oportunidade pouco depois, mas aí já não conseguiu tirar a bola do alcance do guardião.

BORJA SAINZ (6) — Excelente no apoio frontal para o 0-1 e sempre preparado para expor o seu rival direto através da velocidade. Depois do segundo golo da equipa desapareceu um pouco da partida e, naturalmente, acabou por ser um dos substituídos aos 59'.

FROHOLDT (6) — A disponibilidade do costume. Ofereceu o 1-3 a Gabri Veiga.

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DENIZ GUL (5) — Isolou-se pouco depois de entrar, mas escorregou antes do 1x1. Aos 87', rodou bem, mas só ganhou canto.

PEPÊ (6) — Aos 68', fletiu da esquerda e rematou em arco, com a bola a passar perto do poste esquerdo. Seria belo golo.

GABRI VEIGA (6) — O terceiro golo foi-lhe negado por Nübel, já na compensação, no melhor ataque desenhado pelo FC Porto no segundo tempo.

VARELA (-) — Entrou para fechar a porta e ainda viu o amarelo.