Volta: Rui Oliveira vence nos Aliados, Guerin é o novo rei!
Alexis Guerin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal, que terminou este domingo, no coração do Porto, com uma espetacular e bastante celebrada primeira vitória de carreira de Rui Oliveira, na 10.ª e última etapa.
O francês coroou o domínio inequívoco na corrida, sustentado por triunfos nas principais etapas montanhosas, da Serra da Estrela e da Senhora da Graça, e sucedeu ao companheiro na Anicolor, o russo Artem Nych no historial de vencedores da competição.
O português Rui Oliveira, da equipa Emirates, chegou, enfim, à tão ansiada primeira vitória da carreira, que perseguia nesta Volta ainda sem sucesso, impondo-se ao espanhol David Cavia (Burgos-BH) num vigoroso sprint no íngreme empedrado da Avenida dos Aliados. O terceiro classificado foi Francisco Campos (Tavfer).
A corrida lançou-se definitivamente a partir da primeira passagem pela linha de meta, os derradeiros 35 quilómetros, com o início de três voltas a um circuito desnivelado entre o Porto e Vila Nova de Gaia.
Então, precipitava-se o fim da fuga de um quinteto composto pelo britânico Adam Lewis (APS), os portugueses César Martingil (Tavfer) e Gaspar Gonçalves (GI Group), o russo Vlacheslav Ivanov (Feirense) e o espanhol Eduard Pérez-Landaluce (Óbidos Cycling), que se consolidou aproximadamente com 20 quilómetros percorridos, mas que não dispôs de grande liberdade pelo pelotão, que controlou aos aventureiros uma distância que nunca foi superior a dois minutos.
Após a primeira passagem pelo castigador empedrado íngreme da Avenida dos Aliados, os fugitivos desagregaram-se, com Pérez-Landaluce e Gonçalves a destacarem-se dos parceiros de escapada e durante alguns quilómetros insistiram numa condenada liderança de pouco mais de 40 segundos de vantagem sobre o pelotão liderado pela Anicolor e a Efapel.
O duo passou por instantes a trio com a chegada de Diogo Narciso (Credibom), que não demorou a isolar-se na frente da corrida, na fase final da primeira volta (a 25 km do final), mas a equipa do camisola amarela moveu-lhe feroz perseguição e alcançou-o em cima da penúltima passagem pela meta. O objetivo era claro: possibilitar a Artem Nych uma vitória de etapa de consolação. Mas o russo, tal como na véspera na Senhora da Graça, voltou a não ter pernas para ganhar.
No entanto, Rui Oliveira também alimentava a pretensão de sucesso, que roçou em várias etapas, o que levou o próprio líder da equipa UAE Emirates, Adrià Pericas a trabalhar para anular outras tentativas de fuga na derradeira volta. E o português recompensou o esforço do jovem prodígio da formação dos Emirados e ergueu os braços na meta nos Aliados.