Assembleia Geral Extraordnária está marcada para o dia 30. Antes, houve sessões de esclarecimento na auditório do Estádio D. Afonso Henriques (IMAGO)

Vitória de Guimarães: conselho fiscal dá parecer favorável à venda de 17% da SAD à V Sports

Órgão quer, ainda assim, ver «integralmente asseguradas» a proteção do património do clube e a manutenção da sua participação maioritária no capital social da SAD

O conselho fiscal do Vitória de Guimarães emitiu, na noite desta quarta-feira, um parecer favorável à venda de 17% do capital social da SAD à empresa V Sports, «desde que sejam integralmente asseguradas as salvaguardas identificadas no parecer», designadamente a proteção do património do clube e a manutenção da sua participação maioritária no capital social da SAD».

De recordar que a votação da transmissão de 17% do capital da SAD, tendo em vista o restabelecimento da participação de 46% da empresa que detém os ingleses do Aston Villa  previamente aprovada pelos sócios vitorianos a 3 de março de 2023, está marcada para sexta-feira, na Assembleia Geral Extraordinária que vai decorrer no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, a partir das 20h00.

O órgão presidido por Rui Castro Dias salienta que a operação recupera um modelo já aprovado pelos sócios em 2023, quando 966 entre os cerca de 1.400 presentes noutra AG Extraordinária votaram favoravelmente à venda de 46% das ações, antes de a participação da V Sports ser reduzida para 29% no final de junho de 2023, por imposição da UEFA, para se cumprir as regras de multipropriedade de clubes.

O conselho fiscal argumenta também que os 3,8 milhões de euros que a empresa pretende aplicar na operação — devolução de dois milhões prometidos em 2023 e 1,8 milhões adicionais — enquadram-se num «referencial proporcional próximo do previsto no acordo inicial de 2023», que contemplou o pagamento de 5,5 milhões de euros e o donativo de dois para infraestruturas.

Para o órgão, a manutenção desse «referencial de preço é um elemento favorável à apreciação económica da proposta na perspetiva do clube». Isto numa altura em que a situação financeira e patrimonial da SAD é pior do que a de há três anos, face aos 85 milhões de euros de passivo e aos capitais próprios negativos de quase 37 milhões de euros exibidos no Relatório e Contas de 2025/26.

A manutenção da participação maioritária do clube na SAD, que irá diminuir de 67,84% para 50,84% caso os sócios aprovem a venda, e «o compromisso de um plano de reestruturação da dívida» são outros elementos favoráveis à aprovação do acordo, acrescenta o conselho fiscal.

Na perspetiva desse órgão, a concretização da operação pode garantir uma «maior previsibilidade de tesouraria» e permitir à SAD «negociar com menor pressão» no próximo mercado de transferências.

Os sócios dos conquistadores vão ainda votar a autorização para se introduzirem alterações no pacto social da SAD.

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