Rui Rodrigues: «Parceria com rede internacional com provas dadas pode fazer a diferença»
O Vitória de Guimarães publicou e disponibilizou para consulta, ao final do dia desta terça-feira, o Relatório e Contas da SAD relativo ao exercício de 2025/26.
De recordar que as contas da temporada anterior — com o documento a revelar um prejuízo de 11 milhões de euros e descida de 33 por cento dos rendimentos operacionais— vão a votação no dia 6 de novembro, em Assembleia Geral.
Contudo, uma semana antes (no dia 30, nesta sexta-feira), haverá uma AG Extraordinária para os sócios dos conquistadores votarem a venda de ações representativas de 17 por cento à V Sports. Esse foi, precisamente, um dos temas destacados por Rui Rodrigues no capítulo Mensagem do Presidente do Relatório e Contas da SAD, que tem 83 páginas.
O presidente dos vimaranenses reiterou a confiança no parceiro que já detém 29 por cento do capital social do emblema minhoto: «Encontramo-nos num momento importante da nossa história. A decisão que os sócios vão tomar sobre a transmissão de 17 por cento das ações do Vitória à V Sports terá impacto direto no futuro da SAD e, por isso, no futuro do próprio clube.»
«Acreditamos que uma parceria com uma rede internacional com provas dadas pode fazer a diferença no recrutamento de talento, nas metodologias de formação e na projeção do nome do Vitória no mundo, ajudando a valorizar aquilo que de melhor já construímos. Esta é uma escolha que pertence aos sócios e é a eles que cabe a última palavra», acrescentou.
O líder dos vitorianos lembrou também que «o fecho do exercício de 2025/26 marcou o fim de um ciclo de gestão na SAD e o começo de outro», reconhecendo que «o balanço ficou aquém dos objetivos, no plano desportivo e no económico-financeiro, e é com essa consciência que se inicia um novo ciclo».
Para a Era da atual administração, o dirigente promete «princípios claros»: «Prudência na utilização dos recursos, rigor em cada decisão de investimento, redução efetiva dos gastos e uma gestão mais criteriosa do plantel.»
«A valorização do talento, sobretudo do que nasce na nossa formação, será pilar da estratégia, agora com maior exigência quanto ao retorno de cada investimento. Queremos uma SAD financeiramente sustentável, capaz de garantir a sua continuidade com segurança, mas que nunca abdique da ambição desportiva que está no ADN do Vitória», assumiu ainda.
Após o lucro recorde de 7,4 milhões de euros na época 2024/25, as contas regressaram ao vermelho. A nível patrimonial, a SAD vitoriana continua em falência técnica, com um capital próprio negativo que se agravou, dos 25,8 para os 36,8 milhões de euros, e o passivo total a aumentar dos 68,9 para os 85,3 milhões de euros, enquanto o ativo subiu dos 43,1 para os 48,5 milhões de euros.