Vinícius Júnior: «Há racistas em Espanha, Alemanha e Portugal»
Vinícius Júnior foi questionado sobre os cânticos de adeptos espanhóis no jogo de Espanha com o Egito. «Quem não salta é muçulmano», cantaram milhares de pessoas, num jogo em que Lamine Yamal, que segue a religião muçulmana, estava em campo. O avançado do Real Madrid apelou a que todos se juntem na luta contra o racismo.
«É sempre um tema complicado de abordar. Seguimos nesta luta, é importante que Lamine também fale, de modo a ajudar todos porque nós somos famosos, temos dinheiros, mas os pobres, os negros que estão por todo o lado, têm uma vida mais difícil, e nós, jogadores, podemos fazer muito. Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas há racistas nesses países, no Brasil também, é assim mesmo. Se continuarmos essa luta juntos no futuro, os novos jogadores poderão evitar estas situações e sobretudo todas as pessoas também», disse esta segunda-feira, em conferência de imprensa.
Vontade em renovar
Entre os muitos temas abordados um dia antes do duelo com o Bayern na 1.º mão dos quartos de final da Champions League, Vini, que tem contrato com o Real até 2027, expressou o desejo de renovar o vínculo.
«Espero poder ficar muitos anos. Sabemos o que todos queremos e, no momento certo, faremos a renovação. Estou feliz aqui e quero ficar aqui muitos anos», atirou.
Falta de ligação com Xabi Alonso
Vinícius Júnior ainda foi interpelado a abordar as diferentes relações que estabeleceu com Xabi Alonso e com Arbeloa, depois de o antigo treinador do Bayer Leverkusen ter sido despedido em janeiro.
«Não foi possível conectar o que Xabi queria e o que a equipa queria. Foi um momento de aprendizagem, aprendi muito e que assim continua com Arebloa. Tenho uma conexão maravilhosa com ele, deu-me sempre confiança e diz-me exatamente o que tenho de fazer. Com Arbeloa tenho uma conexão especial como tive com Carlo Ancelotti», afirmou o avançado brasileiro.
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