O dinamarquês Jonas Vingegaard é um dos afetados pelas questões de saúde no Giro. IMAGO
O dinamarquês Jonas Vingegaard é um dos afetados pelas questões de saúde no Giro. IMAGO

Vingegaard admite doença no pelotão do Giro

O português Afonso Eulálio sobrevive a todos os vírus e ataques e segue de camisola rosa na Volta a Itália com 33 segundos de vantagem sobre o dinamarquês, o favorito ao triunfo

Jonas Vingegaard e a sua equipa, a Visma-Lease a Bike, confirmaram que o ciclista e alguns dos seus colegas de equipa estiveram doentes, pondo fim à especulação que circulava no Giro. A revelação surge numa altura em que cada movimento do dinamarquês, que tem como objetivo a edição de 2026 da prova, é alvo de intenso escrutínio.

A especulação sobre o estado de saúde de Vingegaard intensificou-se após a análise ao seu desempenho no contrarrelógio e depois de a televisão dinamarquesa ter sugerido uma alteração na sua voz. Para controlar a narrativa antes da decisiva etapa de montanha, a equipa admitiu que o frio e a chuva sentidos na primeira semana da Corsa Rosa afetaram alguns dos seus ciclistas.

Jesper Morkov, diretor desportivo da Visma-Lease a Bike, abordou o assunto em declarações ao canal dinamarquês TV2. «Sim, tivemos alguns elementos com um pouco de tosse e comichão na garganta, mas agora parece estar tudo bem», afirmou, confirmando que Vingegaard foi um dos afetados. «Ele também foi um deles, mas parece estar tudo bem».

O próprio Vingegaard corroborou a informação, explicando que já se sente melhor. «Também tive um pouco, mas foi antes do dia de descanso, por isso já passou. Estou muito melhor agora do que estive», disse o ciclista, citado pelo site dinamarquês Feltet. «Houve alguns casos no pelotão e nota-se que muitos tiveram alguma coisa. Por isso, é definitivamente algo com que temos de ter cuidado».

Na etapa que terminou em Novi Ligure, Vingegaard chegou integrado no pelotão da frente e manteve a camisola azul da montanha. No entanto, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) venceu o sprint Red Bull KM e, com os seis segundos de bonificação, aumentou a sua vantagem sobre Vingegaard para 33 segundos. Thymen Arensman (Netcompany Ineos) ocupa o terceiro lugar da geral, a 2:03.

Durante a etapa, a Visma-Lease a Bike protegeu Vingegaard de forma exímia, especialmente na subida final, quando a Movistar aumentou o ritmo e deixou para trás sprinters como Paul Magnier e Jonathan Milan. A equipa manteve-se atenta e na frente nos quilómetros finais, numa descida e numa curva apertada a 3,5 km da meta.

Quando a equipa abrandou, o vencedor da etapa, Alec Segaert (Bahrain Victorious), atacou em solitário, com a Visma-Lease a Bike a deixar a perseguição a cargo de outras equipas. «Tratava-se de estar em segurança», explicou Vingegaard após as suas obrigações no pódio. «Assumimos a frente para estarmos seguros e a minha equipa fez um trabalho fantástico hoje. Estiveram superfortes e muito bem. Assim, ficámos longe de problemas e passámos bem», concluiu, acrescentando: «Puxámos, mas apenas para estar na frente, e algumas equipas provavelmente não se aperceberam disso até ser tarde demais. Foi bom para a Bahrain e uma grande vitória de etapa para eles».

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