Antigo capitão dos dragões morreu a 5 de agosto de 2025

Villas-Boas lembra Jorge Costa: «Um ano de saudade, uma vida de exemplo»

Faz um ano que o antigo capitão do FC Porto morreu, aos 53 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória sofrida no Olival

No dia em que se assinala um ano da morte de Jorge Costa, André Villas-Boas, presidente do FC Porto, deixou uma sentida mensagem a recordar e homenagear o antigo capitão azul e branco, que partiu aos 53 anos, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória sofrida no Olival.

«Passou um ano desde que o Futebol Clube do Porto perdeu Jorge Costa, uma pessoa exemplar, um jogador singular, um dirigente comprometido e, para muitos de nós, um amigo. A dor permanece porque há ausências que o tempo não consegue preencher e homens cuja importância só se torna ainda mais evidente quando deixam de estar fisicamente presentes. À Estela, a toda a família e aos amigos do Jorge, renovamos hoje o nosso abraço mais sentido e as nossas profundas condolências, com a certeza de que o FC Porto nunca esquecerá um dos seus maiores símbolos», começou por escrever o líder máximo dos dragões.

«A forma súbita e trágica como partiu, no Olival, emocionou profundamente o clube, a cidade e o país. Nada consegue suavizar uma perda desta dimensão, mas existe algo de profundamente portista no facto de o Jorge ter estado, até ao último instante, na sua casa, ao serviço da Instituição que tanto amava. Partiu enquanto trabalhava, exigia e ajudava a construir o futuro do FC Porto, no lugar onde escolhera regressar para continuar a oferecer ao Clube tudo aquilo que tinha», prosseguiu, recordando que o centro de treinos do clube ostenta o nome de Jorge Costa.

«Não é apenas uma homenagem, é uma presença e um padrão de exigência para todos os que ali trabalham. Cada jogador, treinador ou funcionário que entra naquele espaço encontra o exemplo de alguém que demonstrou que o talento não chega sem trabalho, que a liderança não existe sem coragem e que representar o FC Porto exige caráter, frontalidade, lealdade e entrega absoluta», referiu.

Jorge Costa realizou 383 jogos, marcou 25 golos e conquistou 21 títulos com a camisola do FC Porto, entre os quais oito Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças, a Taça UEFA, a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental.

«Foi o Capitão que conduziu o Clube ao topo da Europa e do mundo, mas nenhum número consegue explicar completamente aquilo que foi. Jorge Costa nunca precisou de definir a mística do FC Porto porque ele próprio a personificava na forma como protegia os seus, enfrentava cada adversário e colocava sempre o coletivo acima de qualquer interesse individual. Quando regressou ao Clube, em 2024, não veio viver da memória nem ocupar um lugar simbólico. Veio trabalhar, decidir, exigir e ajudar a reconstruir um FC Porto novamente preparado para vencer. O 31.º título de Campeão Nacional tem também o seu trabalho, o seu conhecimento e a sua influência. Muitas das bases daquela conquista foram construídas com a sua participação e, depois da sua partida, a ausência transformou-se numa força espiritual que nos acompanhou ao longo de toda a temporada», afirmou André Villas-Boas.

Esta quarta-feira, às 19 horas, será celebrada uma missa em memória de Jorge Costa na Igreja de Cristo Rei, no Porto.

«Nos momentos mais difíceis, todos sabíamos aquilo que o Jorge nos pediria: levantar a cabeça, fechar fileiras, lutar e nunca desistir. No dia em que voltámos a ser campeões, a sua bandeira desceu ao relvado do Dragão como se ele estivesse novamente entre nós, a abraçar-nos, a celebrar connosco e a recordar-nos que nenhuma dificuldade pode ser maior do que a vontade de vencer. Este é um dia de memória para toda a Nação Portista, um dia para sentirmos a dor da ausência, mas também para agradecermos tudo aquilo que Jorge Costa nos deixou. O seu exemplo permanece no Olival, no Dragão, nos títulos que conquistou, nas equipas que liderou e em cada Portista que reconhece nele a expressão mais pura dos valores do nosso Clube. Passou um ano, mas ficaram a presença, o exemplo e um legado que o tempo nunca apagará», concluiu o presidente do FC Porto.

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