Presidente do FC Porto defendeu arbitragem do clássico, apesar das críticas do Benfica, falou de uma santa aliança entre águias e Sporting e abordou início de época dos azuis e brancos. Declarações à entrada para os 'Portugal Football Globes'
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Villas-Boas ao ataque: do «manto marrom» ao «novo clube» na Segunda Circular

Presidente do FC Porto volta a apontar o dedo ao «alinhamento» entre Benfica e Sporting. Resposta foi dada no clássico e «dentro de campo», frisa

Dois dias depois de ter falado na «santa aliança» que entende existir a unir Sporting e Benfica, André Villas-Boas voltou a disparar na direção dos rivais.

No editorial que assina na mais recente edição da revista Dragões, publicada hoje, o presidente do FC Porto fala num «manto marrom» sustentado por «comentadores» que «parecem já ter fundado um novo clube» na Segunda Circular.

Destacando o arranque de campeonato protagonizado pela equipa de Francesco Farioli, com sete vitórias em outros tantos jogos, AVB lembra que «há muito campeonato pela frente, muitas armadilhas e nenhuma razão para facilitar». «Sete vitórias são sete passos importantes; não são uma autorização para começar a festejar», sublinha, passando à ofensiva.

«A vitória no clássico teve, por isso, um significado que ultrapassou o relvado. Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o FC Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos onde a clubite aguda substituiu o contraditório. Os comentadores do 'Manto Marrom', essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube», atira o líder portista.

«Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o FC Porto. O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do FC Porto», acrescenta Villas-Boas.

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