O momento em que Martim Fernandes bate Lucas Furtado — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
O momento em que Martim Fernandes bate Lucas Furtado — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Pé direito de Martim desfez o aperto no castelo: (as notas dos jogadores do FC Porto)

Um remate cheio de força e revolta do lateral-direito decidiu o duelo no castelo e garantiu a 11.ª vitória do FC Porto na Liga. Pepê teve a subtileza do último passe, Gimenez conduziu a reação e Diogo Costa respondeu com nervos de aço nos momentos decisivos
O melhor em campo: Martim Fernandes (7)

O golo do lateral-direito foi uma ode à potência. A força do remate e a jogada que o envolveu, num momento que definiu a 11.ª vitória do FC Porto na Liga, marcaram a história de um duelo em que a equipa de Farioli esteve muito próxima de ceder os primeiros pontos da época no campeonato. Martim não quis que fosse assim e, bem apoiado por Gimenez e depois por Pepê, arrancou um pontapé cheio de alma, até com alguma revolta à mistura. Mesmo que Lucas Furtado fosse o Super-Homem, não conseguiria deter aquela bola, tal a violência com que saiu do pé direito do camisola 52 do FC Porto.

(7) Diogo Costa — Primeira defesa aos 26’, fácil, num remate de Samu Silva. A bomba de Sidibe à trave foi um despertar para a realidade: o Vitória reentrou mais perigoso e obrigou-o a aplicar-se num remate forte e cruzado de Jakupovic. Isolou Alberto Costa, mas o defesa não definiu bem. Extraordinária a defesa com o joelho perante Gustavo Silva isolado — um duelo que ganhou com nervos de aço.

(7) Alberto — Escapou muito bem da linha defensiva do Vitória para cruzar e convocar Borja Sainz para o golo. Um movimento inteligente do lateral, que assinou a primeira assistência da época, ganhando estímulo para os jogos da Seleção. Podia ter marcado, lançado por Diogo Costa, mas a bola, que vinha com efeito, pedia uma finalização mais elaborada.

(6) Bednarek — Estava difícil iludir a muralha vitoriana, mas o polaco, com um passe magnífico, projetou Alberto para o ataque, no lance que resultou no golo de Borja Sainz. Saiu depois de levar em cheio na cara com uma bola rematada por Jakupovic, tendo sido mesmo ativado o protocolo de concussão.

(4) Kiwior — Jakupovic começou por ser um elemento desestabilizador, mas foi sendo remetido para figurante na história da partida no castelo. Segunda parte mais complexa, com um erro grave na saída de bola que provocou o golo do Vitória.

(5) Zaidu — Mais dificuldades na segunda parte, quando a Oumar Camara se juntou Strata, que no primeiro tempo esteve recolhido na defesa. Primeira metade sem história e com boa capacidade de fechar o flanco.

(5) Pablo Rosario — Viu amarelo pouco antes do intervalo, após uma entrada mais ríspida sobre Gonçalo Nogueira. Bom controlo do meio-campo na 1.ª parte. Saiu numa fase de maior pressão do Vitória, em que uma falta mais dura podia comprometer a sua continuidade no jogo.

(5) Froholdt — Muito pulmão, até na fase de maior pressão dos minhotos, em que nunca se escondeu dos duelos e posicionou-se sempre no sentido de auxiliar a defesa. Já no que toca à capacidade de construir ou desequilibrar, foi menos influente.

(5) Gabri Veiga — Podia ter enquadrado melhor a recarga, quando Lucas Furtado fez uma defesa incompleta a um remate de Pepê. Atuação menos exuberante, mais de esforço e de sacrifício, até sair aos 58’.

(7) Pepê — Ameaçou num pontapé forte que Lucas Furtado só teve tempo de defender para a frente e, perto do intervalo, quase fazia estragos, mas Sidibe evitou o pior. Perto do final, num cruzamento, forçou João Mendes a um corte salvador, mas o melhor estava para vir: passe subtil para Martim Fernandes fazer o 2-1.

(4) Samu — Não teve vida fácil, com Borevkovic e Sidibe (sobretudo este) a tirar-lhe muitos metros quadrados. O que não conseguiu em profundidade tentou descobrir em combinações com os médios, que nem sempre lhe saíram bem. Seria rendido por André Silva aos 58’.

(7) Borja Sainz — Terceira jornada consecutiva a festejar. Foi também dele o primeiro sinal de perigo real do FC Porto, num remate de muito longe que saiu perto do alvo (12’). Ainda celebrou depois, mas Alberto, que o assistira, estava fora de jogo — à segunda, a sociedade funcionou na perfeição. Saiu cedo (58’), quando parecia poder dar mais ao coletivo.

(6) André Silva — Trouxe mais critério no ataque e combinou bem com Pepê. Um remate forte, bem encaixado por Furtado, sinalizou o perigo que constituiu para o Vitória dar mais espaço aos portistas.

(5) Alan Varela — No olho do furacão. Saiu dele com estilo depois do golo de Martim.

(5) Inbeom Hwang — Arranque difícil. Estabilizou depois do 2-1.

(5) Nehuén Pérez — Do pesadelo ao sorriso no final. Foi preciso sair do buraco e ganhar oxigénio, num jogo de loucos.

(6) Santiago Gimenez — Importante na resposta ao 1-1. Foi ele quem conduziu o lance que deu origem ao golo de Martim Fernandes.

(-) Prpic — Entrou com a ativação, pela segunda vez, do protocolo de concussão. Foi mais um a defender.

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