Giampiero Lambiase, engenheiro de corrida de Max Verstappen, e o próprio a analisarem os dados recolhidos nos testes do Bahrein - Foto: IMAGO
Giampiero Lambiase, engenheiro de corrida de Max Verstappen, e o próprio a analisarem os dados recolhidos nos testes do Bahrein - Foto: IMAGO

Verstappen: «Não estamos a lutar pela vitória»

Max Verstappen admite que a Red Bull tem muito a fazer ainda para que o monolugar entregue a potência certa que lhe permita disputar Grandes Prémios. O Mundial arranca já na próxima semana, na Austrália

A nova era da Fórmula 1 arranca a 8 de março, em Albert Park, na Austrália, com carros e unidades motrizes totalmente reformulados. Porém, apesar de um inverno tecnicamente sólido, o tetracampeão Max Verstappen não acredita que a Red Bull esteja pronta para lutar pela vitória na estreia.

O neerlandês, que entra na 12.ª temporada na categoria, fez um balanço positivo dos testes no Bahrain: «Tivemos muito poucos problemas e foi especial ter tudo tão bem sob controlo, com um motor novo e muita gente nova. No entanto, se olharmos para a performance ainda precisamos de dar um passo para lutar verdadeiramente na frente e, neste momento, não acho que estejamos a lutar pela vitória. Temos de ser realistas», disse durante o Viaplay media day.

Apesar dos elogios de rivais como George Russell, mantém os pés assentes na terra. «Podemos estar orgulhosos do que fizemos, mas ainda há trabalho para encontrar mais potência», sublinhou, lembrando que as novas regras tornaram tudo «muito complicado», sobretudo na gestão de energia.

Melbourne poderá acentuar dificuldades: «Vai ser mais difícil do que em anos anteriores», reconheceu, apontando as longas retas e poucas travagens fortes como desafio adicional. «Pequenos detalhes na forma como carregas a bateria têm enorme impacto», explicou.

«PROBLEMAS PERIGOSOS», RECONHECE HONDA

A Honda está a trabalhar «dia e noite» para resolver problemas de vibração descritos como «perigosos» e «extremamente desafiantes», que forçaram a encurtar o programa de testes Da Aston Martin. A nova parceria arrancou com sobressaltos: o AMR26 chegou atrasado a Barcelona e, no BahrEin, falhas no chassis e na unidade motriz limitaram a rodagem.

Com apenas 2115 km cumpridos — muito abaixo de rivais como Mercedes e Ferrari —, a preparação ficou comprometida. A marca japonesa admite que as vibrações obrigaram a medidas preventivas, reduzindo o tempo em pista para evitar danos maiores antes da estreia.

RUSSELL E UM HAMILTON FELIZ

O antigo piloto, atualmente analista, Martin Brundle acredita que George Russell tem perfil para lidar com a pressão de lutar pelo título. O piloto da Mercedes surge como favorito na nova era regulamentar, com divisão quase 50:50 entre motor térmico e elétrico, aerodinâmica ativa a substituir o DRS e carros mais leves. «Ninguém tem mais confiança no George do que o próprio», disse Brundle, elogiando o percurso sólido desde a Williams até ser o número 1 da Mercedes.

Brundle acredita também que Lewis Hamilton terá 2026 melhor do que o ano de estreia na Ferrari, marcado por dificuldades e sem pódios. «Espero que sim», disse, notando-o «mais feliz». Brundle lembra que um «Lewis feliz é um Lewis rápido», embora tenha de bater Charles Leclerc.

HOMENAGEM A ANDRETTI

A Cadillac batizou o carro como MAC-26, em honra de Mario Andretti, antigo campeão do mundo e vencedor de provas de 500 Milhas.