Benfica? FC Porto? Rui Borges vai surpreender... mas na Champions!
O Sporting de Rui Borges entra, a partir de amanhã, num túnel de alta voltagem que promete definir, de forma irremediável, o sucesso ou o fracasso da temporada 2025/2026. Em apenas oito dias, os leões discutem o acesso às meias-finais da Champions, a sobrevivência na luta pelo título e o bilhete para a final do Jamor. Um nível de exigência extremo, sem margem de erro, que vão elevar a fasquia em todas as frentes onde a equipa se encontra envolvida.
A primeira paragem é o Emirates Stadium. O Sporting viaja amanhã para Londres com uma desvantagem de 0-1 trazida de Alvalade, mas engane-se quem pensa que Rui Borges vai gerir o esforço a pensar no que vem a seguir. A mensagem interna, sabe A BOLA, é clara: fazer história. O clube nunca atingiu umas meias-finais da Liga dos Campeões e o técnico leonino vai pensar em… grande. Os últimos dias, nota para o apelo à crença de um grupo que já se superou em várias ocasiões esta época, nomeadamente nesta competição com vitórias estrondosas com o PSG por exemplo ou a épica reviravolta dos 5-0 em Alvalade diante do Bodo/Glimt.
O onze pensado para a Champions
Apesar da proximidade do duelo com o Benfica, a ordem é para jogar tudo e tentar ferir o atual líder da Premier League. Nesse sentido, ao que foi possível apurar, Rui Borges vai mesmo lançar o seu onze de gala, ou seja, manter toda a estrutura que lhe deu garantias ao longo de toda a temporada, sem qualquer poupança física ou estratégica. Os jogadores mais utilizados, nas respetivas posições, vão a jogo. O mesmo será dizer que, salvo alguma contrariedade de última hora, a aposta passará pelo seu 4x2x3x1 habitual composto por Rui Silva na baliza, Fresneda, Diomande, Gonçalo Inácio e Maxi Araújo no quarteto defensivo, Hjulmand e Morita no centro do terreno atrás do tridente Geny Catamo, Trincão e Pedro Gonçalves. Armas para tentar alimentar a referência ofensiva, Luis Suárez.
É com esta estrutura — na qual a capacidade criativa de Pote e Trincão se junta ao instinto finalizador de Luis Suárez — que o Sporting tentará reverter a eliminatória e assinar uma das páginas mais douradas da sua história centenária.
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Se esta quarta-feira é de sonho europeu, o resto da semana é de... sobrevivência doméstica. No domingo, dia 19, o Estádio de Alvalade veste-se de gala para receber o Benfica. Para o Sporting, pode ser o decisivo jogo do futuro no campeonato: vencer significa manter o sonho do título vivo e, simultaneamente, blindar praticamente o segundo lugar, garantindo o encaixe financeiro da Champions na próxima época.
Após o escaldante dérbi não haverá tempo para… respirar. A caravana segue para o Norte no dia 22. No Dragão, o Sporting defende a vantagem de 1-0 conquistada na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. O objetivo é claro: carimbar a presença no Jamor e manter viva a possibilidade de revalidar o troféu conquistado na época passada. Até porque uma qualificação para o Jamor valerá, no plano teórico, enorme favoritismo numa partida em que Sporting ou FC Porto vão medir forças com o Torreense ou Fafe.
Questionado sobre a vertigem deste calendário, Rui Borges tem sido pragmático. O treinador recusa-se a fazer contas de somar antes de jogar e, para já, mantém o foco absoluto no Arsenal. Para o técnico, a melhor forma de preparar o dérbi ou a deslocação ao Porto é com a motivação em alta após uma noite europeia de sucesso.
Contas feitas, serão 270 minutos onde o Sporting poderá assinar uma temporada muito positiva com aspirações a títulos. E nos primeiros 90’, em Londres, já amanhã, Rui Borges não irá facilitar e terá à sua disposição — com a recuperação de Fresneda — aquele que é, sem margem para dúvida, o seu onze de eleição para os jogos de maior grau de exigência. Três jogos, três competições, três decisões. Em pouco mais de uma semana, o Sporting pode escrever uma das páginas mais memoráveis da sua história recente — ou ver escapar objetivos que marcaram toda a temporada.
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