FC Porto está mais perto da conquista do título nacional - Foto: IMAGO

FC Porto: há dois médios que 'valem' quase um terço dos 90 golos marcados

Números de Gabri Veiga e Froholdt esta época são os melhores das respetivas carreiras. Espanhol e dinamarquês tiveram intervenção direta em 28 dos 90 tentos dos dragões esta época

A vitória de anteontem sobre o Estoril (3-1), na Amoreira, mostrou um FC Porto de grande nível coletivo, à boleia de desempenhos superlativos de grande parte das opções de Francesco Farioli para o encontro. Ainda assim, entre o brilhantismo generalizado, houve dois nomes que se destacaram de um modo particular: Gabri Veiga e Victor Froholdt.

O primeiro assistiu Pepê para o 1-0, cobrando ainda o pontapé de canto que originou o segundo golo; já o dinamarquês teve dedo nos três tentos azuis e brancos, acabando mesmo por marcar o terceiro. Exibições irrepreensíveis do duo de médios, que, para lá de autênticos motores na máquina portista, têm, também, um grande peso na contabilidade goleadora da equipa.

Vamos a números. Gabri somou, na visita à Linha, a 11.ª assistência em 2025/26, a que junta cinco remates certeiros. São já, portanto, 16 participações diretas em golo, um recorde pessoal para o galego —o máximo anterior remontava a 2022/23, quando acumulou 15 no Celta de Vigo. Froholdt, por sua vez, conta sete de cada, ou seja, 14 ações decisivas, também o máximo na ainda curta carreira. Entre um e outro, há 30 participações diretas em golo, mas a este somatório é preciso subtrair duas unidades, tendo em conta que os dois jogadores formaram sociedade direta em dois tentos.

Ora, no Estoril, o FC Porto chegou aos 90 golos na temporada em curso, pelo que as contas não podiam ser mais claras: com influência direta em 28, Gabri Veiga e Froholdt participaram em praticamente um terço (aproximadamente 31%) dos remates certeiros da turma de Farioli esta época.

Uma taxa de influência assinalável, não só se atendermos ao facto de que se tratam de dois médios, mas também a que apenas Samu, com 21 ações decisivas até à lesão, supera o compatriota Gabri. Já entre o camisola 10 e Froholdt surge William Gomes, com 13 golos e duas ofertas.

Os dados ilustram sobremaneira a preponderância que os dois jogadores têm na manobra ofensiva do FC Porto, mas, como é sabido, o raio de ação de ambos os centrocampistas não fica por aí. Tanto o espanhol como o nórdico são peças fundamentais na pressão exercida sobre os adversários, uma das imagens de marca do modelo de jogo promovido por Farioli e que tão bons resultados tem dado. De certa forma, o duo do miolo parece mesmo ter sido escolhido a dedo.

Veiga em crescendo na reta final

Números à parte, pode alegar-se que Gabri Veiga nem sempre foi o jogador mais regular do FC Porto na presente campanha, mas a verdade é que o ex-Al Ahli subiu de patamar nas últimas semanas e surge a grande nível na etapa de todas as decisões. Nos sete encontros em que participou desde o início de março, o criativo natural de Porriño anotou um golo e deu outros três a marcar, chegando, então, às tais 16 ações decisivas.

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E a verdade é que, em Portugal, só três médios apresentam uma preponderância maior do que o 10 dos dragões: Zalazar (29 participações diretas em golo), do SC Braga, Francisco Trincão (27), que tem atuado mais como '10' no Sporting, e João Carvalho (17), capitão do Estoril.