Marie Louise Eta
Marie Louise Eta

Marie Louise e Christina a mandar no Mundo

'Para lá da linha' é uma opinião quinzenal

Quando as coisas estão mal, diz-se que as mulheres deviam governar o mundo. Tudo seria mais organizado e rápido, sem perdas de tempo masculinas de medir tamanhos de egos. Se Kamala Harris fosse presidente dos EUA teriam esgares de dor as pessoas que não têm carros elétricos quando vão aos postos de combustível? Não sabemos.

Mas o Union Berlin parece pensar assim e tomou uma decisão inédita no futebol alemão ao nomear Marie-Louise Eta até final da época. É a primeira mulher no comando de uma equipa masculina não só na história da Bundesliga, como das cinco principais ligas europeias profissionais. Tivemos Helena Costa contratada pelo Clermont-Foot (liga 2 em França), mas dentro do clube não houve consenso e saiu.

O Union não está desesperado, 7 pontos acima da linha de água, mas optou por esta solução para as três últimas jornadas porque o anterior treinador «não estava a funcionar». O que até há pouco tempo era uma miragem, materializa-se agora com Marie-Louise, que treinava os sub-19  e estava a preparar-se para a equipa principal feminina, com o clube a apresentá-la como «nova força para a reta final». 

O que já não é uma miragem é o lado oculto da Lua, por onde esta semana passaram 4 astronautas, que viram coisas que nenhum humano havia visto. Entre eles a especialista Christina Koch, Apesar do seu impressionante currículo - fez as primeiras caminhadas espaciais femininas e tem recorde do voo espacial mais longo - cá em baixo na Terra discutiu-se se ela é gay porque tem músculos a mais, em vez de elogiar a capacidade de viver com três homens num espaço exíguo durante 10 dias. Também um dia será ela comandante de missão, quem sabe nova força para a reta final de colocar uma mulher na Lua. Sem guerras.