'Red devils' ganharam por 2-1 e isolaram-se no terceiro lugar do campeonato inglês. Casemiro e Sesko marcaram para os homens da casa, Jensen reduziu perto do fim. #DAZNPremier

Venceu cinco Champions, mas uma das «maiores conquistas» foi convencer... Amorim

Casemiro deu entrevista à ESPN, na qual falou sobre a relação com o treinador português e vincou que não há volta a dar: vai mesmo deixar o Manchester United

A decisão está tomada e é irreversível: Casemiro vai mesmo deixar o Manchester United no final da temporada para abraçar um novo desafio. Apesar da insistência e dos pedidos da massa adepta dos red devils, o experiente médio brasileiro vincou que que está na hora de abrir «um novo ciclo» na carreira.

«Acho que não há essa hipótese [de ficar mais um ano]. É sair pela porta grande. Foram quatro anos lindos, maravilhosos, e sou eternamente agradecido não só pelo clube, mas pelos adeptos. Se há algo que vou guardar com carinho são adeptos. Mas acho que já terminou. Terminou o ciclo aqui. Vou para um novo ciclo da minha carreira. Ainda tenho de decidir para onde irei, mas acho que tenho que sair bem, sair por cima. Serei um eterno adepto do United em Inglaterra e só tenho a agradecer todo o carinho dos fãs», assinalou Casemiro, em entrevista à ESPN.

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Apontado com insistência ao Inter Miami, onde joga Lionel Messi, o internacional canarinho não tem qualquer decisão tomada, algo que fará em total sintonia com a família. «A prioridade é conversar com a minha família e ver o que eles querem. Quando lhes falei de vir para o Manchester United, foram os primeiros que me apoiaram. Apesar de eles dizerem sempre que me acompanham e que vamos ser felizes seja onde for, preciso de conversar com eles», explicou o jogador, de 34 anos, que em 2014/15 representou o FC Porto.

Um dos tópicos abordados na entrevista foi a relação de Casemiro com Ruben Amorim, treinador português que deixou o Manchester United no decorrer da presente época. O início não foi fácil, com o brasileiro a não sair do banco de suplentes em várias partidas importantes.

«Pode ter sido uma das minhas maiores conquistas, porque, com toda a humildade do mundo, o mais normal seria dizer: 'O treinador não está a utilizar-me? Não há problema, já conquistei muitos títulos na minha carreira, já conquistei muitas coisas na vida e estou aqui. O treinador não quer contar comigo, deixa-o estar, eu fico aqui na minha.' Mas não. Continuei a trabalhar, continuei a tentar mostrar ao treinador que estava equivocado quanto a mim», afiançou Casemiro, que, antes de rumar a Old Trafford, em 2022, conquistou cinco UEFA Champions League pelo Real Madrid.

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«Poderia, como nós dizemos no mundo do futebol, ter largado a mão. A vida segue e pronto. Mas continuei a trabalhar, a tentar mudar a opinião do treinador e acabei por conseguir. Terminei a jogar e a fazer um grande fim de temporada, jogando uma final de Europa League. Apesar de ter tido várias conquistas na minha carreira, essa pode ter sido uma das maiores: ter revertido essa opinião do treinador. Ele acabou por me pôr a jogar por mérito e trabalho meu», prosseguiu.

Em 2025/26, Casemiro já leva nove golos na conta pessoal, boa parte deles de cabeça e com origem em lances de bola parada. Com assistências, claro, de... Bruno Fernandes. «É mérito de todos. Do bloqueio dos meus companheiros, do Bruno cruzar bem, sempre com uma batida muito boa na bola, os que ajudam a abrir o espaço... As pessoas só veem a cereja no topo do bolo, quem marca, o guarda-redes que defende, mas o jogo começa a ser construído lá atrás, na baliza. E a defesa começa com o número 9, lá na frente. É um trabalho de equipa. Apesar de ser eu a fazer esses golos, é total mérito da equipa», rematou.

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