Stephen Eustáquio, capitão do Canadá, fez o golo da vitória - Foto: Scott Strazzante/EPA
Stephen Eustáquio, capitão do Canadá, fez o golo da vitória - Foto: Scott Strazzante/EPA

Eustáquio assumiu a responsabilidade e levou o Canadá à loucura (crónica)

Canadianos venceram a África do Sul por 1-0 com golo do médio do FC Porto já para lá dos 90'. Equipa norte-americana teve menos bola, mas criou muito mais perigo e mereceu a passagem aos oitavos de final. Jogo foi arbitrado por João Pinheiro

Stephen Eustáquio foi o herói do Canadá. O médio luso-canadiano do FC Porto apontou o único golo na vitória por 1-0 frente à África do Sul, que garantiu a passagem dos anfitriões aos oitavos de final do Mundial 2026.

A cautela foi, de início a fim, uma constante nesta partida. Os sul-africanos tiveram mais bola ao longo da primeira parte, mas raramente tentaram incursões com muitos jogadores. Por seu turno, a seleção canadiana, a primeira equipa que não jogou em casa sendo anfitriã do torneio, tentou, com incursões rápidas, causar perigo.

O desperdício na hora de finalizar foi uma constante para o Canadá. Quando Oluwaesyi (13') e David (16') não demoraram muito tempo a finalizar, remataram mas sem a capacidade necessária para baterem Ronwen Williams, que assinou uma ótima exibição. Foram, aliás, os centrais canadianos a terem as melhores oportunidades antes do intervalo mas Cornelius (23') falhou a bola colocada na perfeição por Stephen Eustáquio e Bombito, na sequência de um canto (44'), cabeceou para corte em cima da linha de Modiba, com Williams a sair aos pés de Buchanan na recarga.

Muitas oportunidades, nenhum golo na primeira parte, que terminou com queixas do Canadá, que reclamou de penálti de Mudau sobre Laryea, mas João Pinheiro, árbitro desta partida, não assinalou num primeiro momento nem após análise do VAR.

A segunda parte começou... com menos perigo ainda. A África do Sul voltou a dominar a posse, mas foi apenas aos 62' que conseguiu criar perigo, num remate ao lado de Appollis, o mais inconformado dos sul-africanos. Dois minutos depois chegou a melhor oportunidade dos 90 minutos: Oluwaseyi desmarcou-se nas costas da defesa e colocou-se na cara de Ronwen Williams, que defendeu no 1 para 1 com o avançado. A bola ainda sobrou para a frente da baliza, mas Mbokazi antecipou-se a David e impediu o primeiro.

O dono da braçadeira a chegar-se à frente

O Canadá começava a crescer e a criar mais perigo. Promise David rematou (76') para fora e Jonathan David obrigou Williams a (mais uma) intervenção (78'). Cada vez mais parecia que o primeiro jogo ia para prolongamento, mas Stephen Eustáquio, o capitão deste Canadá, tinha outros planos.

O médio do FC Porto, pêndulo do meio-campo, assinou uma ótima exibição no miolo dos norte-americanos. Esteve perto de duas assistências no primeiro tempo, nas tais bolas paradas batidas para os centrais, e, aos 90'+2, teve a inteligência de se colocar no sítio certo para estar na trajetória do corte de Mbokazi (o central da África do Sul fez um jogo muito positivo), a calma para receber e a qualidade para, com um remate colocadíssimo, fazer o 1-0.

A pressão final de África do Sul não deu resultado. João Pinheiro apitou para terminar a equipa e o Canadá festejou. Vitória merecida dos canadianos, que se aproximaram mais da baliza e tiveram as melhores ocasiões. A África do Sul soube defender mas, no final, não evitou a desilusão.

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