Donnarumma prepara-se para receber assistência num jogo do Manchester City - Foto: IMAGO

Vem aí medida contra as pausas provocadas pelos guarda-redes. E começa já

Bloqueios antes de a bola partir em cantos e outras bolas paradas também podem ser revistos pelo VAR; Collina esclarece também a 'lei' Prestianni. Em vigor no Mundial-2026

O International Board da FIFA decidiu agir contra as pausas de jogo provocadas por lesões de guarda-redes que servem para orientações táticas dos treinadores e a medida é para entrar em vigor já no Mundial-2026: sempre que o guardião tiver de ser assistido pela equipa médica, os restantes jogadores estão proibidos de se aproximar da linha lateral ou da área técnica.

A informação foi avançada pelo presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, numa videoconferência de imprensa com jornalistas de todo o mundo. «Tivemos um workshop com os 48 treinadores que vão estar no Mundial e dissemos-lhes que os árbitros serão proativos nesse sentido», disse o antigo juiz italiano. «Os guarda-redes têm o direito de estarem lesionados, mas os jogadores não têm o direito de sair do campo e ter uma espécie de desconto de tempo», acrescentou.

A medida irá ao encontro do que já é praticado na liga feminina dos Estados Unidos: sempre que a guarda-redes recebe assistência, as jogadoras têm de permanecer no círculo central. «Acaba por ser estranho estarem só os árbitros e os médicos e fisioterapeutas em campo nessas situações», lembrou Collina.

Contra os bloqueios

Pierluigi Collina anunciou também que o videoárbitro pode intervir em caso de bloqueio ofensivo nos lances de bola parada, com especial destaque para os cantos. A novidade é que pode agir caso estas situações ocorram antes de a bola partir. O Arsenal, recorde-se, levou a outro nível este momento do jogo, gerando muita controvérsia e pouco consenso sobre o que é legal ou ilegal. «Consideramos injusto que um defesa possa ficar impedido de chegar à bola», considerou aquele responsável.

Tapar a boca nem sempre é vermelho

As restantes mudanças já eram conhecidas, mas foram reforçadas pelo chefe dos árbitros: um jogador que tape a boca enquanto profere insultos pode receber cartão vermelho, mas não é garantido, dependerá da avaliação do juiz e se a conversa for amigável os jogadores «poderão fazê-lo», disse Collina;

Os lançamentos laterais terão de ser feitos em cinco segundos, caso contrário a bola passa para o adversário, embora, como lembrou o italiano, «se, por exemplo, um jogador for um especialista em lançamentos longos e tiver um longo caminho a percorrer para avançar no terreno, a contagem decrescente, obviamente, não deve ser acionada de imediato»;

As substituições terão de ser feitas em 10 segundos, com o jogador que sai a fazê-lo pelo lado mais próximo, caso contrário o jogador que entra tem de ficar retido fora de campo e o elemento que entra terá de esperar um minuto, com a equipa a jogar com 10 elementos nesse período;

o VAR pode verificar cantos mal assinalados e intervir em lances de duplo amarelo.

Recorde-se ainda que durante o Mundial haverá duas pausas obrigatórias de hidratação ao minuto 22 de cada parte, com a duração de três minutos cada. Serão uma espécie de 2 descontos de tempo.

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