Vasco Matos, treinador do Santa Clara. (Foto Eduardo Costa/LUSA)
Vasco Matos, treinador do Santa Clara. (Foto Eduardo Costa/LUSA)

Vasco Matos destaca a atitude competitiva do FC Porto: «Este ano está bem vincada»

Santa Clara recebe os dragões neste domingo. Vasco Matos destaca a atitude e os reforços do FC Porto e a arte de bem defender dos azuis e brancos. Arbitragens têm subtraído pontos

Vasco Matos deixou muitos elogios ao FC Porto, adversário do Santa Clara neste domingo no Estádio de São Miguel. O treinador dos açorianos apontou mesmo que os dragões «têm a melhor defesa da Europa» e que a sua equipa terá de ter «capacidade para tirar rapidamente a bola de zonas de pressão» e «lucidez para perceber que espaços» é que tem de explorar. O técnico criticou ainda as «peripécias» dos últimos jogos com os grandes, nomeadamente com o Sporting e que na sua opinião, por erros de arbitragem, a sua equipa «deveria ter mais pontos». Fique com tudo o que disse Vasco Matos na antevisão ao jogo.

— O Santa Clara vai tentar fazer aquilo que ainda ninguém fez, vencer o FC Porto na Liga

— Vamos tentar fazer o nosso jogo, tentar ganhar, que é isso que nos caracteriza. Sabemos que vamos defrontar uma boa equipa, que está a fazer uma excelente campanha, mas nós temos de fazer o nosso trabalho e queremos muito ganhar este jogo.

— Na sua opinião, o que é que faz deste FC Porto uma equipa tão difícil e vencer?

— Primeiro a atitude competitiva do coletivo, aquilo que caracterizou o FC Porto sempre. Nos últimos tempos o FC Porto não tinha essa atitude competitiva e este ano está bem vincada. Depois, reforçou-se bem, com muita qualidade individual e um coletivo muito forte, das melhores defesas da Europa. Uma equipa muito forte que está a fazer um excelente campeonato.

— A questão do calendário nas últimas semanas preocupou. Parte para este jogo com outro ânimo em relação ao tempo que tiveram para o preparar?

— Sim, sem dúvida. Foram semanas difíceis, mas felizmente conseguimos recuperar essa energia e ter a equipa pronta para dar uma boa resposta. Estamos prontos para o jogo, para aquilo que também como equipa que nos caracteriza, temos de ter muita garra, muita alma e essa energia tem de estar presente. Com este descanso, parece-me que a equipa está bem e pronta para dar uma grande resposta.

— Como é que se lida com o tipo de jogo que o FC Porto tem apresentado?

— Sabemos da força do FC Porto. Uma equipa com muita capacidade, muito física também, que pressiona muito o adversário. Obviamente temos de ter capacidade para tirar rapidamente a bola de zonas de pressão, e procurar um espaço, chegar ao lado contrário de uma forma, do lado da bola chegar de outra forma. Temos de ter essa capacidade e perceber que o FC Porto, como mete muita gente à frente, também é uma equipa que depois nesse momento também pressiona muito forte, jogadores muito físicos, e nós não podemos facilitar nesse momento. Se formos ver, alguns golos do FC Porto são feitos em recuperações de bola no último terço, em virtude dessa capacidade. E nós temos de ter essa leitura, essa lucidez para perceber que espaços é que temos de explorar, em virtude dessa força do FC Porto. É uma das chaves para o jogo. Obviamente queremos ter bola, mas temos de perceber em que zonas do campo é que poderemos a ter e como é que a teremos. E nós temos de ter essa capacidade. Obviamente estudámos bem o FC Porto, trabalhámos bem essas gestões, agora dentro do jogo os jogadores têm de ter essa capacidade de interpretação e de aplicar isso.

— O Santa Clara não tem sido feliz com as últimas arbitragens dos jogos com os grandes, nomeadamente com o Sporting. Como é que está a cabeça dos jogadores, em véspera de um jogo com um grande?

— Obviamente que essas peripécias nos têm causado alguns pontos. Isso é sem dúvida, porque a equipa tem jogado muito bem, tem evoluído muito bem, temos conseguido também apostar em muitos jogadores jovens, dentro daquilo que é o projeto da nossa administração, dos sub-23 e sub-19, também a fazer uma excelente campanha. Temos conseguido lançar alguns jovens. Obviamente que essas peripécias nos têm causado alguns dissabores em termos de pontos. Na minha opinião, deveríamos ter mais pontos na classificação. Mas faz parte, temos de encarar isso de uma forma natural, seguir o nosso trabalho, termos consciência do que é que estamos a fazer e a trabalhar e da assertividade que temos tido em muitos momentos do jogo. Obviamente que isso são situações que nós não controlamos e também acredito que ninguém o faça com essa intenção. São coisas que acontecem, nesses momentos, a quente, isso incomoda-nos bastante, mas temos de seguir em frente, continuar a trabalhar, olhar para aquilo que é o nosso trabalho, e o desenvolvimento do nosso jogo, do trabalho coletivo, das individualidades, e seguirmos com a energia certa, recuperarmos bem os jogadores. Tivemos esta pausa que me parece que foi importante para a sua recuperação, a energia que a equipa precisa e termos consciência de que se estivermos como estamos, muito unidos, dentro do campo vamos conseguir alcançar os nossos objetivos, continuando o nosso trabalho unidos e focados.